Exposição a ruído de baixa frequência diminui produção de saliva

Estudo do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar

29 março 2009
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Um estudo realizado no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto, revela que a exposição ao ruído de baixa frequência pode conduzir a uma diminuição da produção de saliva, o que pode originar o aparecimento de cáries dentárias e infecções na cavidade oral e faringe.

 

O ruído de baixa frequência, inferior a 500 hertz, que está presente em vários ambientes profissionais e residenciais, apesar de poder ser detectado pelo ouvido, não parece, por norma, incomodar. No entanto, uma exposição prolongada a este tipo de ruído gera uma reacção no organismo.
 

Estudos anteriores realizados pelo investigador Pedro Oliveira, no âmbito da sua tese de doutoramento, já tinham demonstrado que o ruído de baixa frequência está associado à doença vibro-acústica, que afecta vários órgãos como o coração, os pulmões ou o estômago.

 

Com este estudo mais recente, o investigador concluiu que a exposição ao ruído de baixa frequência tem efeitos nocivos na maior glândula salivar, a parótida, o que pode conduzir a uma diminuição de saliva.

 

Segundo as conclusões deste estudo, a diminuição da produção de saliva pode causar maior vulnerabilidade ao aparecimento de cáries dentárias e uma maior frequência de infecções na cavidade oral e na faringe.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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