Explicada incidência de Parkinson em homens

Gene defeituoso pode explicar maior ocorrência da doença

24 fevereiro 2006
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Uma deficiência no gene que determina o sexo pode tornar o cérebro masculino mais vulnerável à doença de Parkinson, explicando o facto de mais homens do que mulheres a contraírem, afirma um estudo americano publicado na revista da especialidade Current Biology. Uma equipa da David Geffen School of Medicine, University of California, em Los Angeles, descobriu que o gene "SRY", descoberto em 1990 e responsável pelo factor de diferenciação do sexo masculino no embrião, está presente na "substância negra" que faz parte da parte do cérebro afectada pela Parkinson. As células da substância negra produzem um neuro-transmissor, a dopamina, que comunica com outras zonas do cérebro que controlam os movimentos e a sua coordenação. "Pela primeira vez, descobrimos que as células do cérebro que produzem a dopamina dependem de um gene específico do sexo masculino para funcionar correctamente", afirmou Villain. O estudo feito em ratinhos de laboratório mostrou que a produção de dopamina nos machos era afectada por uma quebra de SRY na sua substância negra, levando-os a manifestar sintomas de Parkinson, enquanto uma quebra semelhante nas fêmeas não teve qualquer efeito. A equipa sugere que as mulheres têm um outro sistema de protecção da produção de dopamina, além do SRY, na substância negra, que pode ser de natureza hormonal. Para os cientistas, é possível que outras doenças ligadas à produção de dopamina, como a esquizofrenia ou a dependência de substâncias como a droga, tabaco ou álcool possam ser explicadas pelo SRY. Fonte: Lusa MNI-Médicos Na Internet

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