Experiências traumáticas na infância aumentam o risco de desenvolver asma

Estudo publicado no jornal “Annals of Allergy, Asthma and Immunology”

08 abril 2015
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Um estudo publicado no jornal “Annals of Allergy, Asthma and Immunology” revelou que a exposição a experiências traumáticas na infância aumenta o risco de vir a desenvolver asma.
 
O investigador Robyn D. Wing e os seus colegas analisaram dados do “Inquérito Nacional de Saúde Pediátrica” (“National Survey of Children's Health”) dos EUA relativos a entrevistas a pais de mais de 92 mil crianças com idade igual ou inferior a 17 anos.
 
Os pais dessas crianças tiveram de responder a perguntas sobre a exposição da criança a episódios traumáticas, tais como: se a criança alguma vez tinha testemunhado a dependência de álcool ou drogas de um familiar ou violência doméstica, experienciado a separação dos pais, a morte ou doença de um familiar, etc. Foram também questionados acerca do grau de exposição dessas crianças ao tabaco, sobre aspetos de segurança no sítio onde o agregado familiar vive e se a criança alguma vez foi diagnosticada com asma.
 
Dos dados recolhidos, 17% das crianças tinham vivido uma situação traumática, 3,8% tinham vivido três situações traumáticas e 0,93% tinham vivido cinco ou mais situações traumáticas.
 
O episódio traumático mais relatado foi a separação dos progenitores.
 
Os investigadores concluíram existir uma relação entre a quantidade de situações traumáticas a que uma criança era exposta e o risco de desenvolvimento de asma, ou seja, quantas mais situações traumáticas uma criança era exposta, maior era o risco de esta desenvolver asma.
 
Em comparação com as crianças que nunca tinham vivido um episódio traumatizante, aquelas que já tinham sido expostas a situações adversas apresentavam um risco 28% mais elevado de vir a ter asma.
 
25% das crianças que vivenciaram cinco ou mais experiências traumatizantes foram diagnosticadas com asma, enquanto apenas 12% das crianças que nunca tinham vivido situações traumáticas foram diagnosticadas com a mesma condição.
 
De acordo com este estudo, ficamos, assim, a saber que não são apenas os fatores ambientais − como a exposição ao tabaco e outros – os grandes responsáveis pelo desenvolvimento desta doença. A vivência numa família disfuncional ou a violência doméstica poderão também contribuir para que uma criança seja asmática.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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