Experiências positivas na infância melhoram saúde cardiovascular

Estudo publicado na revista “Circulation”

16 janeiro 2015
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As experiências psicossociais positivas durante a infância podem melhorar a saúde cardiovascular na idade adulta, sugere um estudo publicado na revista “Circulation”.
 

Os investigadores da Universidade de Helsínquia, na Finlândia, acreditam que estes resultados apoiam os já encontrados em estudos anteriores, ou seja, que o bem-estar das crianças afeta a saúde na idade adulta.
 

Neste estudo, os investigadores liderados por Laura Pulkki-Råback, analisaram o estatuto socioeconómico, estabilidade emocional, comportamentos de saúde parentais, ocorrência de eventos stressantes e autocontrolo de problemas comportamentais em 3.577 crianças com idades compreendidas entre os três e os dezoito anos.
 

A saúde cardiovascular de 1.089 destes participantes foi avaliada 27 anos mais tarde, quando estes tinham entre 30 a 45 anos. Esta avaliação incluiu um questionário da Associação Americana do Coração, que avalia sete fatores que contribuem para a saúde cardiovascular, como níveis de colesterol, dieta, pressão arterial, peso, níveis de glucose e hábitos tabágicos.
 

O estudo apurou que as crianças que tinham vivido experiências psicossociais positivas, como ambiente emocional estável em casa, estabilidade financeira, aceitação social, oportunidade para controlar a agressividade e impulsividade, e que tinham aprendido hábitos de estilo de vida saudáveis tinham maior probabilidade de ter uma melhor saúde cardiovascular na idade adulta.
 

O estudo apurou que as crianças que tinham vivido as experiências psicossociais mais positivas na infância tinham uma probabilidade 14% maior de ter um peso normal na idade adulta, 12% maior de não fumarem e 11% maior de ter uns níveis de glucose saudáveis, comparativamente com aqueles que tinham vivido os eventos menos positivos na infância.
 

"As escolhas que os pais fazem têm um efeito a longo prazo na saúde futura dos filhos, e a melhoria de qualquer um dos parâmetros pode ter benefícios mensuráveis. Por exemplo, se um pai desempregado consegue um emprego estável, o efeito pode ser enorme. Se a mãe ou o pai deixa de fumar, o benefício é ainda maior. Todos os esforços que melhorem o bem-estar familiar são benéficos”, conclui a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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