Êxodo de médicos

Países ricos “absorvem” profissionais de países pobres

14 fevereiro 2006
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Médicos dos países mais pobres do mundo estão a deslocar-se em grande número para nações mais ricas em busca de empregos melhores, mostrou um estudo divulgado recentemente.
 

 

Dos estrangeiros formados em Medicina que vivem na Grã-Bretanha, 75 por cento vêm de países mais pobres, disseram investigadores da George Washington University. A taxa é de 60 por cento nos EUA, 43 por cento no Canadá e 40 por cento na Austrália, afirmou o estudo divulgado na revista The New England Journal of Medicine.
 

 

"A ida de médicos de países pobres para países ricos é um crescente obstáculo à saúde global", afirmou um editorial da revista assinado por Lincoln Chen, da Harvard University, e por Jo Ivey Boufford, da New York University.
 

 

"Nove dos 20 países com as maiores taxas de emigração estão na África subsaariana e no Caribe", afirmou o líder da investigação Fitzhugh Mullan.
 

 

Hoje, há cerca de 126 mil vagas para enfermeiros nos hospitais norte-americanos, disseram Sreekanth Chaguturu e Snigdha Vallabhaneni, num comentário publicado pela The New England Journal of Medicine.
 

 

Estima-se que, em 2020, os EUA terão 200 mil médicos e 800 mil enfermeiros a menos que o necessário. Nos países pobres, porém, a situação é muito pior. "Sistemas de saúde pública correm o risco de entrar em falência por causa da crescente falta de enfermeiros no mundo em desenvolvimento", concluíram os cientistas no comentário.
 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

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