Exercício torna o cérebro mais resiliente ao stress

Estudo publicado no “Journal of Neuroscience”

08 julho 2013
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A prática de exercício físico reduz a resposta do cérebro ao stress ficando as suas funções também menos afetadas pela ansiedade, sugere um estudo publicado no “Journal of Neuroscience”.
 

Através de estudos realizados em animais, os investigadores da Universidade de Princeton, nos EUA, constataram que, quando os ratinhos fisicamente ativos eram sujeito ao stress, os neurónios envolvidos no controlo da emoção no hipocampo ventral, uma região cerebral associada à ansiedade, ficavam mais ativos.
 

Os resultados apresentados neste estudo também esclarecem potencialmente a discrepância associada ao efeito do exercício no cérebro, nomeadamente no que diz respeito ao facto do exercício reduzir a ansiedade apesar de também promover o crescimento de novos neurónios no hipocampo ventral. Como estes neurónios são tipicamente mais excitáveis, comparativamente com os mais maduros, o exercício deveria resultar em maior ansiedade. Contudo, este estudo verificou que o exercício também fortalece os mecanismos que impedem estes neurónios de ficarem ativados.
 

Os investigadores referem que o impacto da atividade física no hipocampo ventral ainda não tinha sido, até à data, analisado. Contudo, este estudo identificou as células e regiões cerebrais que são importantes para a regulação da ansiedade, podendo assim ajudar a comunidade científica a entender e tratar os distúrbios de ansiedade.
 

O estudo também demonstrou que o cérebro pode ser extremamente adaptável e modelar-se ao meio envolvente. Os autores do estudo explicam que um comportamento mais ansioso pode ser vantajoso para as pessoas menos ativas. A ansiedade manifesta-se frequentemente através de comportamentos esquivos e também evita a envolvência em situações perigosas, o que aumenta a probabilidade de sobrevivência, especialmente para aqueles menos capazes de responder a uma reação de luta ou fuga.
 

"Perceber como o cérebro regula a ansiedade dá-nos pistas sobre como ajudar as pessoas com transtornos de ansiedade. Também ajuda a perceber como o cérebro se modifica para responder de uma forma otimizada ao seu próprio ambiente", revelou, em comunicado de imprensa a líder do estudo, Elizabeth Gould.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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