Exercício também diminui risco de enfarte nos idosos com mobilidade limitada

Estudo publicado no “Journal of the American Heart Association”

23 fevereiro 2015
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Cada minuto de atividade física pode contribuir para reduzir o risco de enfarte agudo e morte por problemas cardíacos nos idosos com mobilidade limitada, sugere um estudo publicado no “Journal of the American Heart Association”.
 

Os benefícios cardíacos decorrentes da prática de exercício físico estão bem documentados. De acordo com as recomendações americanas para atividade física, os indivíduos com 64 ou mais anos de idade devem praticar pelo menos 150 minutos de exercício moderado ou 75 minutos de exercício aeróbico de elevada intensidade por semana.
 

Contudo, na opinião dos investigadores do Instituto de Envelhecimento da Universidade da Flórida, nos EUA, a adoção deste tipo de recomendações para os idosos com mobilidade limitada é um desafio. Deste modo, os investigadores decidiram determinar se a prática de níveis baixos de exercício continuava a ter benefícios cardíacos para este tipo de população específica.
 

Para o estudo, os investigadores mediram, através de acelerómetros, a atividade física de 1.170 indivíduos que tinham entre 74 e 84 anos de idade. Todos os participantes tinham problemas de mobilidade, mas eram capazes de caminhar 400 metros.
 

De acordo com os dados obtidos através do acelerómetro, uma leitura de 99 contagens/minuto era indicadora de comportamento sedentário, uma leitura entre 110 e 499 contagens/minuto era indicadora de caminhadas lentas e uma leitura de 500 contagens/minuto era indicadora de caminhada moderada.
 

Os investigadores calcularam o risco de os participantes sofrerem um enfarte agudo do miocárdio ou morte devido a problemas cardíacos, nos 10 anos seguintes, utilizando fatores como idade, pressão arterial e níveis de colesterol.
 

O estudo apurou que por cada 25 a 30 minutos que os participantes passavam em atividades diárias sedentárias, o risco de enfarte agudo do miocárdio ou morte por causa coronária aumentava 1%. Contudo, entre os participantes sem antecedentes de doença cardíaca, uma leitura entre 110 e 499 contagens/minuto foi associada a níveis mais elevados de colesterol HDL, também conhecido como “bom” colesterol.
 

Estes achados indicam que a redução do tempo sedentário pode ter benefícios cardíacos para os idosos com mobilidade limitada. Na opinião de um dos autores do estudo, Thomas W. Buford, nos últimos tempos tem sido dada muita atenção à prática de exercício físico estruturado. No entanto, é cada vez mais evidente que a redução do tempo sedentário pode ter benefícios cardiovasculares importantes.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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