Exercício protege coração e mente

Estudo publicado na revista “Neurobiology of Aging”

01 setembro 2014
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Para além preservar a saúde cardiovascular, o exercício físico pode também proteger contra a deterioração da função cognitiva à medida que envelhecemos, defende um estudo publicado na revista “Neurobiology of Aging”.
 

“As artérias endurecem com a idade, começando o endurecimento na artéria aorta antes de este chegar ao cérebro. Na verdade este endurecimento pode contribuir para o desenvolvimento de alterações cognitivas que ocorrem durante uma janela de tempo similar”, revelou, em comunicado de imprensa, a primeira autora do estudo, Claudine Gauthier
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Montreal, no Canadá, contaram com a participação de 31 indivíduos entre os 18 e os 30 anos, e 54 participantes com idades compreendidas entre os 55 e os 75 anos. Nenhum dos participantes apresentava problemas físicos ou mentais.
 

Todos os participantes foram submetidos a testes para a aferir a capacidade física e mental. Os testes físicos envolveram máquinas de treino, tendo sido medido o consumo máximo de oxigénio ao longo de períodos de 30 segundos. De forma avaliar a capacidade mental dos participantes, os investigadores utilizaram o teste Stroop. Este teste envolve a leitura e a nomeação da cor de palavras que estão impressas a cores incongruentes, ou seja a palavra vermelho pode estar impressa a azul. Os indivíduos que conseguem nomear corretamente a cor das palavras sem serem distraídos pelo reflexo da leitura têm uma grande agilidade cognitiva.
 

Os participantes foram também submetidos a três ressonâncias magnéticas: uma para medição do fluxo sanguíneo no cérebro, outra para avaliar a atividade cerebral durante a realização do teste Stroop, e uma terceira para medição do endurecimento da artéria.
 

Os investigadores constataram que existiam evidências do declínio associado à idade na função executiva do cérebro, na elasticidade da aorta e ainda na capacidade cardiorrespiratória. Foi ainda observado que havia uma associação positiva entre capacidade aeróbica e a função cerebral. Na verdade verificou-se que os participantes mais iodosos que tinham a artéria aorta em boas condições e que apresentavam uma capacidade aeróbica mais elevada obtinham melhores resultados nos testes cognitivos.
 

“Apesar de o impacto da condição física na vasculatura cerebral poder envolver outros mecanismos complexos, estes resultados apoiam a hipótese de que o estilo de vida ajuda a manter a elasticidade das artérias, impedindo consequentemente os danos cerebrovasculares e preservando as capacidades cognitivas em idades avançadas”, conclui a investigadora.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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