Exercício na gravidez melhora desenvolvimento cerebral do bebé

Estudo levado a cabo pela Universidade de Montreal

13 novembro 2013
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A prática de cerca de 20 minutos de exercício físico moderado, três vezes por semana, durante a gravidez melhora o desenvolvimento cerebral no recém-nascido, dá conta um estudo levado a cabo pelos investigadores da Universidade de Montreal.
 

Apesar de estudos realizados em animais já terem produzido resultados semelhantes, este é o primeiro estudo realizado em humanos que mediu objetivamente o impacto da prática do exercício físico durante a gravidez no cérebro dos recém-nascidos”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo David Ellemberg.
 

Não há muito tempo, os ginecologistas aconselhavam as mulheres a levaram a gravidez com calma e a descansarem durante este período. Recentemente, a inatividade começou a ser vista como um problema de saúde. “O sedentarismo aumenta o risco de sofrer complicações durante a gravidez. Por outro lado, a atividade física pode facilitar a recuperação pós-parto, tornando a gravidez mais confortável e reduzindo o risco de obesidade das crianças”, explicou o investigador.
 

Uma vez que já tinha sido demonstrado que o exercício físico é benéfico para o cérebro dos adultos, neste estudo os investigadores questionaram-se se este também poderia beneficiar os bebés através da ação das mães.
 

De forma a comprovar esta teoria, os investigadores convidaram as mulheres, no início do segundo trimestre de gravidez, a praticarem exercício físico ou a permaneceram sedentárias. As mulheres incluídas no primeiro grupo praticaram, pelo menos, 20 minutos de exercício cardiovascular de intensidade moderada três vezes por semana, o qual deveria conduzir a uma ligeira dificuldade em respirar.
 

A atividade cerebral dos recém-nascidos foi avaliada entre os oito e dozes primeiros dias após o nascimento, através da realização de eletroencefalograma, que permitiu a medição da atividade elétrica do cérebro. Foram colocados 124 elétrodos na cabeça dos bebés, tendo os investigadores esperado que eles adormecessem. Posteriormente, foi medida a memória auditiva através da resposta inconsciente do cérebro a sons repetidos e novos.
 

O estudo apurou que os bebés nascidos de mães fisicamente ativas apresentavam uma ativação cerebral mais madura, o que sugere que os seus cérebros se desenvolviam mais rapidamente.
 

“Esperamos que estes resultados orientem as intervenções da saúde pública e a investigação na plasticidade do cérebro. Acima de tudo estamos otimistas de que estes resultados irão encorajar as mulheres a alterarem os seus hábitos, uma vez que um ato tão simples pode fazer diferença no futuro dos bebés”, conclui David Ellemberg.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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