Exercício moderado beneficia tratamentos de cancro

Estudo conduzido pela Universidade de Kansas

08 maio 2015
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A prática de exercício moderado poderá ser a chave do sucesso para a obtenção de tratamentos oncológicos mais eficazes, indica um estudo.
 
Uma equipa de investigadores, liderada por Brad Behnke, professor associado de fisiologia do exercício da Universidade do Estado do Kansas, EUA, considera que a marcha rápida ou a prática de jogging moderado numa base regular melhoram a oxigenação dos tumores, podendo otimizar os tratamentos para o cancro. 
 
Esta descoberta for feita no âmbito de um estudo sobre o impacto do exercício físico moderado sobre a eficácia da radioterapia, especialmente em tumores de difícil tratamento. 
 
“Se conseguirmos aumentar a eficácia do tratamento por radiação, o prognóstico do paciente passa a ser melhor”, afirma o autor principal do estudo.
 
Para o estudo, a equipa utilizou modelos de tumores da próstata com o objetivo de identificar formas de melhorar a oxigenação dos tumores. Segundo Brad Behnke, quando um tumor é hipóxico, ou seja, tem baixos níveis de oxigénio, torna-se frequentemente muito agressivo. 
 
Devido ao facto de o oxigénio ser “sensibilizador” do rádio, ajuda a destruir as células cancerígenas. Sendo assim, os tumores com baixos índices de oxigénio resistem muitas vezes aos tratamentos oncológicos tradicionais como a radioterapia. As intervenções como a inalação de oxigénio concentrado são utilizadas para levar mais oxigénio ao tumor antes de receber tratamento.
 
“Uma intervenção como o exercício físico tem efeitos secundários quase universalmente positivos, face a outros tratamentos que podem surtir efeitos secundários prejudiciais. O exercício físico é um tipo de terapia que beneficia múltiplos sistemas do organismo e pode alterar o ambiente tumoral de forma permanente” acrescenta.
 
“Se manipularmos todos os sistemas do organismo, pulmões, coração e vasos sanguíneos, com exercício físico podemos tirar vantagens da vasculatura disfuncional no tumor e melhorar o fluxo sanguíneo para o tumor”, explica ainda o autor principal do estudo. “O tumor torna-se o caminho de menor resistência para o elevado débito cardíaco do exercício físico, que resulta num aumento substancial da oxigenação do tumor durante e após o exercício físico”, remata.
 
Finalmente, foi demonstrado, através de estudos, que o exercício físico de intensidade moderada pode ajudar os pacientes a reagiram contra alguns dos efeitos secundários do tratamento, como o cansaço, contagem baixa de células sanguíneas, caquexia e perda de massa muscular.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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