Exercício intenso perigoso em sobreviventes de ataque agudo do miocárdio

Estudo publicado na “Mayo Clinic Proceedings”

18 agosto 2014
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O exercício físico em excesso aumenta o risco de morte por problemas cardíacos nos sobreviventes de enfarte agudo do miocárdio, revelou um novo estudo norte-americano.

 

O estudo, conduzido por uma equipa dos Serviços de Cardiologia do Hartford Hospital, em Hartford, EUA, baseou-se na análise de dados de 2.400 sobreviventes de enfarte agudo de miocárdio fisicamente ativos.

 

Os resultados da análise confirmaram que caminhar e correr eram igualmente benéficos para a saúde cardiovascular, desde que o dispêndio energético fosse o mesmo para ambas as atividades, o que significa que é necessário passar mais tempo a caminhar do que a correr para se obter os mesmos benefícios.

 

A equipa apurou também que as mortes devido a problemas cardíacos tinham diminuído em 65% nos indivíduos que corriam menos de 50 km ou que caminhavam menos de 70 km semanalmente. No entanto, estes benefícios desvaneciam-se naqueles pacientes que praticavam corrida ou caminhada com distâncias superiores às mencionadas.

 

Segundo os investigadores “estas análises proporcionam, que nós saibamos, os primeiros dados em humanos que demonstram um aumento estatisticamente significativo no risco cardiovascular com os índices mais elevados de prática de exercício”. No entanto, os autores ressalvaram que esta descoberta não podia ser alargada a todas as pessoas que praticam exercício físico intenso pois o estudo foi baseado em sobreviventes de enfarte agudo de miocárdio.

 

Os especialistas nesta área não ficaram surpreendidos com os resultados. “Nos pacientes com doença cardíaca, quase todos deveriam praticar exercido físico e geralmente a maioria deveria praticar exercício durante 30 a 40 minutos quase todos os dias. Mas do ponto de vista da saúde, não há qualquer razão para se praticar exercício durante mais tempo e especialmente não mais do que 60 minutos na maior parte dos dias”, afirmou Carl Lavie, diretor de reabilitação e cardiologia preventiva no John Ochsner Heart and Vascular Institute, New Orleans.

 

Os sobreviventes de ataque agudo de miocárdio são encorajados a praticar exercício para melhorar a saúde cardiovascular. No entanto, como atestam os resultados, “mais não é sempre melhor”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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