Exercício intenso e de curta duração beneficia crianças

Estudo publicado na “Medicine & Science in Sports & Exercise”

30 março 2017
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Um estudo internacional apurou que a prática de atividade física de alta intensidade e de curta duração poderá ser benéfica na redução do risco de problemas cardíacos e doenças metabólicas nas crianças. 
 
O estudo liderado por Justin B. Moore, professor associado de medicina familiar e da comunidade da Escola de Medicina Wake Forest, do Centro de Medicina Wake Forest Baptist, EUA, apurou que 10 minutos diários de atividade física vigorosa, em vez de atividade física de pouca intensidade, poderão ser o suficiente para oferecer a proteção cardiovascular e metabólica a crianças com perímetro abdominal e níveis de insulina no sangue elevados. 
 
Para o estudo, a equipa investigou dados oriundos de 11.588 crianças com idades compreendidas entre os 4 e os 18 anos que tinham participado em 11 estudos da Base de Dados Internacional de Acelerometria de Crianças nos EUA, países da Europa e Brasil.
 
Os investigadores centraram-se nos registos que continham a idade da criança, o sexo, o nível de atividade física e pelo menos um biomarcador de um risco cardiovascular e metabólico, que incluía a tensão arterial sistólica e diastólica, o perímetro abdominal, níveis de bom (HDL) e mau (LDL) colesterol, triglicerídeos, glicose e insulina.
 
A equipa avaliou seguidamente a relação entre os biomarcadores e a atividade física vigorosa, tendo em conta variados fatores como a idade, sexo, nível e duração do exercício e períodos de sedentarismo. Foram identificadas 32 associações significativas de um total de 360. 
 
As 32 associações foram relacionadas com a redução do perímetro abdominal e dos níveis de insulina. As relações entre o exercício de alta intensidade e outros biomarcadores revelou-se inconsistente.
 
Face aos resultados, o autor principal do estudo considera que “os resultados sugerem que a substituição de exercício ligeiro de maior duração por quantidades modestas de atividade física vigorosa poderá exercer benefícios cardiovasculares e metabólicos para além dos oferecidos pela atividade moderada”. 
 
O investigador ressalva que, no entanto, são necessários mais estudos que incluam outras variáveis, como dados alimentares e genéticos, para estabelecer relações mais claras entre os vários níveis de exercício e os biomarcadores cardiovasculares e metabólicos nos mais jovens.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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