Exercício induz produção de molécula relevante para a saúde mental

Estudo publicado na revista “Cell Metabolism”

15 outubro 2013
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Investigadores americanos descobriram uma molécula que é produzida durante a prática de exercício de resistência e que tem efeitos neuroprotetores, dá conta um estudo publicado na revista “Cell Metabolism”.
 

Apesar de se saber que a prática de exercício físico é benéfica para o cérebro, uma vez que pode melhorar a função cognitiva e diminuir os sintomas das doenças neurológicas como a depressão, acidente vascular cerebral e doença de Alzheimer, os mecanismos responsáveis por estes efeitos ainda não são claros. Um das moléculas que se acredita desempenhar um papel importante é um fator de crescimento neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, sigla em inglês).
 

Neste estudo os investigadores do Dana-Farber Cancer Institute e da Harvard Medical School, nos EUA, realizaram estudos em ratinhos e verificaram que os níveis de uma molécula denominada por FNDC5 e o seu produto derivado, a irisina, ficam aumentados durante a prática de exercício de resistência, bem como a expressão do BDNF.  
 

Por outro lado, o estudo apurou que, para apresentarem baixos níveis de irisina, os ratinhos geneticamente modificados tinham também níveis reduzidos de BDNF. Foi também observado que o aumento dos níveis de irisina em circulação fazia com que a molécula atravessasse a barreira hematoencefálica, onde aumentava a expressão do BDNF e a ativação de genes envolvidos na função cognitiva.
 

“Os nossos resultados indicam que o FNDC5/irisina tem a capacidade de controlar uma via neuroprotetora no cérebro”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Bruce Spiegelman.
 

Os investigadores estão atualmente a planear trabalhar no desenvolvimento de uma forma estável da irisina que possa ser administrada aos ratinhos e seja capaz de aumentar as vias naturais do cérebro que combatem a degeneração cognitiva.
 

Neste sentido, estes achados poderão ser assim relevantes para o desenho de fármacos que utilizem esta molécula, induzida pelo exercício, para proteger contra o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas e melhorar a função cognitiva dos idosos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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