Exercício físico reduz risco futuro de doenças cardiovasculares

Estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”

15 março 2012
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A prática de uma hora de exercício diária reduz o risco futuro de doenças cardiovasculares, revela um estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”.

 

As conclusões deste estudo chamam a atenção para a necessidade de "se prestar mais atenção ao envolvimento dos jovens para fazerem um pouco mais de atividade física moderada e intensa e reduzirem o tempo sedentário", como aquele passado em frente à televisão ou ao computador, revelou à agência Lusa o diretor do Laboratório de Exercício e Saúde da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade Técnica de Lisboa.

 

Esta investigação, que teve a colaboração desta instituição, contou com a participação de 20.871 crianças e adolescentes, entre os 4 e os 18 anos, tendo Portugal contribuído com mil.

 

O estudo intitulado "Atividade Fisíca Moderada e Intensa, Sedentarismo e Fatores de Risco Cardiometabólicos em Crianças e Adolescentes" revelou que entre os jovens que "faziam um pouco mais de exercício e tinham menos tempo sedentário, havia uma diferença aproximada de cinco centímetros no perímetro abdominal", explicou Luís Bettencourt Sardinha.

 

"Se esta diferença permanecer na idade adulta pode eventualmente concluir-se que estes jovens terão um risco de mortalidade cardiovascular, na idade adulta, muito inferior aos jovens que fazem menos atividade física moderada e vigorosa e que passam mais tempo sedentário", revelou o especialista.

 

"Em Portugal, somente cerca de 20% dos jovens dos 10 aos 18 anos cumprem as recomendações, ou seja, em termos médios entre os rapazes são 30% e, entre as raparigas, somente cerca de 10%", especificou.

 

Por volta dos 10 anos, este valor é ainda maior, mas à medida que a idade vai aumentando a percentagem tem tendência a diminuir, situação que também ocorre nos outros países analisados.

 

"O grande desafio será manter os níveis de atividade física que os jovens têm, por exemplo, aos 10 anos, quando a percentagem de rapazes e raparigas que cumprem estas orientações é muito superior, na ordem de 50 a 60%", frisou Luís Bettencourt Sardinha.

 

Os jovens que "têm mais tempo sedentário e menos tempo de atividade física têm valores mais elevados de triglicéridos, de insulina e valores mais elevados do perímetro da cintura, mas de uma forma genérica são saudáveis".

 

No entanto, "se estes valores mais elevados persistirem na idade adulta, o risco das doenças cardiovasculares sobe e há que incluir uma doença como a diabetes tipo-2, cuja incidência tem aumentado muito a nível mundial", alertou o responsável do Laboratório.

 

A sugestão é que, durante o período da infância e da adolescência, se pratique diariamente 60 minutos de atividade física moderada, como caminhar rapidamente, a cerca de quatro quilómetros por hora, e vigorosa, o que corresponde à prática de várias modalidades como voleibol, andebol ou futebol.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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