Exercício físico reduz risco de fraturas em idade avançada

Estudo apresentado na American Orthopaedic Society for Sports Medicine

27 março 2013
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As crianças que praticam atividades físicas apresentam um risco menor de sofrerem fraturas quando estiverem numa idade mais avançada, defende um novo estudo conduzido pelo Hospital Universitário de Skane, em Malmo, Suécia.
 

Bjorn Rosengren, autor principal do estudo, explica que “segundo o nosso estudo, as intervenções de exercício físico durante a infância poderão estar associadas a um menor risco de se sofrer fraturas à medida que se envelhece devido ao aumento dos picos de massa óssea que ocorrem em crianças em fase de crescimento que praticam atividades físicas”.
 

O investigador e colegas conduziram o seu estudo com base na participação de um total de 2300 crianças, com idades compreendidas entre os 7 e os 9 anos e que viviam na Suécia. A equipa de investigadores dividiu os participantes em dois grupos: um grupo de intervenção, com 362 raparigas e 446 rapazes, e um grupo de controlo, com 780 raparigas e 807 rapazes.
 

O grupo de intervenção foi submetido à prática de 40 minutos diários de exercício físico na escola. O grupo de controlo dedicou-se à prática de 60 minutos semanais de exercício físico. Durante os 6 anos do estudo, a equipa registou as fraturas dos participantes, tendo também seguido anualmente o desenvolvimento do esqueleto das crianças.
 

Durante o período em que decorreu o estudo, o índice de ocorrência de fraturas foi semelhante para ambos os grupos. No entanto, as crianças do grupo que praticou exercício físico diário revelavam uma densidade óssea superior à das crianças do grupo de controlo.
 

Paralelamente a esta investigação, a equipa efetuou um estudo retrospetivo que envolvia 709 antigos atletas masculinos, que perfaziam uma média de idades de 69 anos. O índice de fraturas e de densidade óssea destes antigos atletas foi comparado com o de cerca de 1.400 indivíduos, com uma média de 70 anos de idade, e que não tinham sido atletas. Foi observado que a densidade óssea dos ex-atletas tinha sofrido uma redução mínima em comparação com a dos não atletas.
 

“A prática de uma maior atividade física em idade jovem ajudou na formação de uma maior massa óssea e promoveu um maior tamanho do esqueleto em raparigas sem aumentar o risco de fraturas. O nosso estudo vem dar mais uma razão para que as crianças se dediquem ao exercício físico diário regular para melhorar a saúde, tanto agora como no futuro”, remata Bjorn Rosengren.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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