Exercício físico protege perda de memória em idosos após infecções

Estudo será publicado no “Journal of Neuroscience”

22 agosto 2011
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O exercício físico pode ajudar a preservar a memória dos idosos após uma infecção, lesão ou doença, aponta um estudo realizado em ratinhos por investigadores da Universidade do Colorado, em Boulder, EUA. O estudo será publicado no “Journal of Neuroscience”.

 

"O nosso estudo mostra que uma pequena quantidade de exercício físico no final da meia-idade em ratos foi eficiente para protegê-los contra inflamações exageradas no cérebro e deficiências na memória de longa duração, posteriores a uma infecção bacteriana”, disse, em comunicado, a líder da investigação, Ruth Barrientos.

 

No estudo, os investigadores verificaram que os ratinhos que corriam pouco mais de meio quilómetro por semana já estavam protegidos.

 

Segundo a líder da investigação, estes dados são muito importante porque com o avançar da idade, as pessoas ficam mais vulneráveis a deficiências na memória, que acontecem após uma sequência de problemas imunológicos, como infecções bacterianas, ou de cirurgias. Deste modo, salienta a investigadora, “as terapias eficazes não invasivas são de um valor clínico substancial.”

 

Estudos anteriores demonstraram que, nos humanos, o exercício físico protege contra declínios nas funções cognitivas associados ao envelhecimento, além de proteger contra a demência. Os investigadores também já tinham demonstrado que a demência é frequentemente precedida por infecções bacterianas, como a pneumonia, ou por outros problemas imunológicos. "Esse é o primeiro estudo a mostrar que o exercício voluntário em ratos reduziu a susceptibilidade do envelhecimento às deficiências cognitivas que se seguem a uma infecção bacteriana", assegurou, em comunicado, a investigadora.

 

Durante o estudo, os cientistas verificaram que roedores infectados com a bactéria E. coli apresentaram efeitos prejudiciais no hipocampo, área do cérebro relacionada com aprendizagem e memória.

 

Estudos prévios já demonstraram que as células imunes do cérebro, chamadas micróglia, tornam-se mais reactivas com a idade. Quando os ratinhos mais velhos foram expostos a uma infecção bacteriana, essas células do sistema imunológico lançaram moléculas inflamatórias, chamadas citoquinas, de forma exagerada e prolongada. Contudo, segundo explicou a líder da investigação, "pequenas quantidades de exercício impediram que houvesse uma inflamação exagerada no cérebro."

 

O próximo passo desta pesquisa será examinar o papel que as hormonas do stress podem desempenhar na sensibilização da micróglia e se o exercício físico diminui essas hormonas em ratinhos mais velhos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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