Exercício físico promove memória de longo prazo

Estudo publicado na “Acta Psychologica”

14 outubro 2014
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A memória de longo prazo pode ser melhorada com uma simples de sessão de 20 minutos no ginásio, indica um novo estudo.
 

Conduzido pelo Instituto de Tecnologia de Georgia, em Atlanta, EUA, o estudo baseou-se na observação de 46 participantes (29 mulheres e 17 homens). Os voluntários foram aleatoriamente divididos em dois grupos.
 

Todos os voluntários foram convidados a visionar uma série de 90 fotografias que poderiam ser consideradas “positivas”, “negativas” ou “neutras”. Foram apresentadas, por exemplo, imagens de crianças a brincar, de relógios e de corpos mutilados.
 

De seguida, os grupos foram instruídos a sentarem-se em máquinas que exercitavam a resistência das pernas. A um dos grupos foi pedido que fletissem as pernas na máquina 50 vezes com o máximo de força individual possível. No outro grupo, a máquina movia as pernas dos voluntários.
 

Os investigadores retiraram amostras de saliva e monitorizaram os batimentos cardíacos e pressão arterial dos participantes.
 

Dois dias mais tarde, foram mostradas as 90 imagens previamente visualizadas, mais outras 90 adicionais, nunca antes vistas, aos participantes. O grupo passivo (o que teve a máquina a fazer os movimentos de flexão de pernas) conseguiu identificar 50% das fotos previamente visualizadas. O grupo que tinham executado os exercícios, ou o grupo ativo, conseguiu uma percentagem de identificação de imagens de 60%.
 

Todos os participantes conseguiram lembrar-se melhor das imagens positivas e negativas do que das neutras. Segundo os investigadores, isto deve-se ao facto de as pessoas se lembrarem com mais facilidade de experiências do foro emocional após terem passado por stress de curta duração.
 

Um estudo anterior tinha demonstrado que as respostas ao stress resultam na libertação de norepinefrina, uma hormona que pode melhorar a memória. A saliva dos participantes do grupo ativo demonstrava níveis de alfa amílase, um marcador da norepinefrina.
 

“Esta descoberta é encorajadora já que é consistente com o estudo sobre os roedores que evidencia exatamente as partes do cérebro que desempenham um papel nos benefícios na memória induzidos pelo stress causado pelo exercício físico”, explica Audrey Duarte, professora assistente na Escola de Psicologia na Georgia Tech.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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