Exercício físico pode ajudar a evitar recidiva de cancro da mama

Estudo publicado na revista “Canadian Medical Association Journal”

27 fevereiro 2017
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Um novo estudo concluiu que a prática de exercício físico é a melhor forma de ajudar a evitar a recidiva do cancro da mama.
 
O estudo conduzido por Ellen Warner, do Centro de Ciências da Saúde Sunnybrook, Canadá, em colaboração com Julia Hamer, teve como objetivo estudar alguns dos fatores do estilo de vida que poderiam influenciar o índice de recidiva do cancro da mama.
 
Para o estudo, uma meta-análise de 67 artigos, as autoras analisaram várias escolhas em termos de estilo de vida que incluíam a gestão do peso, padrões alimentares, exercício físico, fumar e consumo de bebidas alcoólicas. 
 
As investigadoras apuraram que de todos os estilos de vida analisados, a atividade física e a manutenção de um peso saudável produziam os efeitos mais benéficos sobre a possibilidade de recidiva do cancro da mama.
 
“De todos os fatores relacionados com o estilo de vida, a atividade física produz o efeito mais forte sobre os resultados do cancro da mama. Engordar mais do que 10% do peso corporal após um diagnóstico de cancro da mama faz aumentar a mortalidade por cancro da mama e por todas as causas. No entanto, há razões válidas para desencorajar mesmo o ganho de peso moderado devido aos efeitos negativos no humor e na imagem”.
 
As mulheres com excesso de peso pareciam apresentar as hipóteses mais baixas de sobrevivência. Por outro lado, foi verificado que as mulheres que praticavam exercício físico moderado ou exercício físico intenso apresentavam uma redução substancial no risco de recidiva e morte por cancro da mama. 
 
Não foi detetado impacto da alimentação sobre a recidiva do cancro da mama. As autoras não identificaram nenhuma dieta específica que pudesse levar à redução desse risco, embora tenham adiantado que o consumo de soja não é prejudicial. 
 
A toma de vitaminas não demonstrou evidência suficiente para sustentar que a vitamina C possa ser um fator adjuvante. No entanto, uma das meta-análises do estudo demonstrou que a toma de vitamina C conduziu a uma redução de 15% na morte por cancro da mama. A vitamina D poderá ajudar a manter a força e densidade óssea após a quimioterapia e tratamentos hormonais. 
 
As autoras recomendaram não fumar, apesar de não terem conseguido estabelecer uma associação entre deixar de fumar e a recidiva de cancro da mama. O consumo de uma bebida alcoólica ou menos por dia poderá ajudar na redução do risco de recidiva. 
 
As investigadoras apresentaram os resultados da sua meta-análise como sendo recomendações e advertem que estes não são a solução para todas as sobreviventes de cancro da mama pois algumas formas da doença são muito agressivas e poderão voltar, independentemente da alteração de estilo de vida.
 
No entanto, “fazer alterações positivas no estilo de vida pode ser benéfico para as pacientes de um ponto de vista psicológico pois fá-las sentir que dominam a situação, porque a perda de controlo é um dos maiores desafios de um diagnóstico de cancro”, comentam as autoras.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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