Exercício físico: menor risco de cancro em homens mais velhos

Estudo publicado na “JAMA Oncology”

31 março 2015
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Os homens que se mantêm em forma na meia-idade poderão beneficiar de um risco um terço menor de sucumbirem a certos tipos de cancro, atesta um novo estudo.


Conduzido por Susan Lakoski e equipa, da Universidade de Vermont, Burlington, EUA, o estudo seguiu quase 14.000 homens entre 1971 e 2009.


O nível da condição física dos participantes foi avaliado através de testes na passadeira em que os homens foram convidados a exercitar, com o aumento gradual da velocidade e ângulo, até darem a indicação para parar. Os benefícios da boa forma física foram verificados em comparação com os homens que apresentavam uma má forma cardiorrespiratória nos testes da passadeira.


Os autores analisaram a percentagem de redução de risco através do equivalente metabólico de cada unidade de oxigénio consumida – por cada equivalente metabólico da tarefa (MET), uma unidade de medida da capacidade de exercício para indivíduos e um fator do aumento da utilização de energia por minuto para o seu peso durante a atividade, em comparação com o consumo de oxigénio em repouso.


“Cada aumento de 1 MET na forma cardiorrespiratória foi associado a reduções de 17% e de 9% no risco relativo de cancro do pulmão e colorretal, respetivamente”, adiantam os autores. Os resultados evidenciaram que, de forma geral, uma boa forma cardiorrespiratória tinha resultado numa redução de 55% no risco de cancro do pulmão e em 44% no risco de cancro colorretal.


No entanto, não se verificou um menor risco relativamente ao cancro da próstata. O artigo que acompanha o estudo menciona um risco mais elevado de cancro da próstata nos homens que se mantinham em boa forma física. No entanto, os autores avançam a hipótese que os homens que mantêm uma melhor forma cardiorrespiratória poderão ter mais cuidado em fazerem rastreios clínicos ou de irem a consultas de saúde preventiva, revelando assim maiores índices de diagnósticos da doença.


Foi observada uma redução no risco de morte em homens de 65 e mais anos diagnosticados com cancro. Estes homens apresentavam também um risco muito menor de padecerem por causas cardiovasculares.


“Estes achados dão mais suporte à eficácia da avaliação da condição cardiorrespiratória no contexto da saúde preventiva”, concluem os autores.


“São necessários estudos futuros para determinar o nível de boa forma cardiorrespiratória necessária para prevenir cancros localizados e também avaliar o efeito de longo termo do diagnóstico de cancro e mortalidade nas mulheres”.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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