Exercício físico intenso na gravidez é benéfico

Actividade reduz risco de parto prematuro

18 novembro 2002
  |  Partilhar:

Longe vai o tempo que a gravidez era encarada como uma doença. Segundo um novo estudo, as mulheres que mantêm uma intensa actividade nos tempos livres durante o primeiro e segundo trimestres da gravidez correm menos riscos de ter um parto prematuro.
 

 

A equipa liderada por Kelly R. Evenson, da Universidade da Carolina do Norte, EUA, avaliou a associação entre o grau de actividade física e a data do parto em 1.700 grávidas. Para encontrar a ligação entre os dois factores, os cientistas fizeram entrevistas por telefone para determinar o nível de actividade física das mulheres nos três meses anteriores à gravidez e no primeiro e segundo trimestres.
 

 

Os resultados do estudo são bastante positivos: a equipa concluiu que 22 por cento das mulheres mantinham intensa actividade física três meses antes da gravidez, 14 por cento durante o primeiro trimestre e oito por cento no segundo trimestre. A média de horas semanais foi de quatro no primeiro período e de três horas em cada um dos trimestres de gravidez avaliados.
 

 

A actividade intensa anterior à gravidez não influenciou o risco de parto prematuro. E a possibilidade de dar à luz antes do tempo foi «um pouco reduzida» com a manutenção da actividade durante o primeiro trimestre e ainda menor no segundo trimestre. Os resultados reforçam as conclusões de outros estudos, observaram os autores. «Verificamos que poucas grávidas participaram em intensas actividades de ocupação dos tempos livres, tais como aulas de dança aeróbica e natação, no primeiro ou segundo trimestre. Mas, para as que o fizeram, o risco de parto prematuro não aumentou e até diminuiu», disse Evenson à Reuters.
 

 

A equipa enfatizou que os «resultados favoráveis» poderiam ser consequência de outros factores além do exercício. «As mulheres que se sentem melhor poderiam optar por ser mais activas durante o tempo livre, enquanto aquelas com gravidezes menos saudáveis poderiam decidir não fazer actividades nos momentos de lazer.» No entanto, apontaram os investigadores, «mais estudos são necessários para chegar a conclusões definitivas sobre o tema».
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.