Exercício físico diário compensa excessos festivos

Estudo conduzido pela University of Bath, Reino Unido

23 dezembro 2013
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Um novo estudo indica que a prática diária de exercício físico consegue reverter alguns dos efeitos nocivos provocados pelo excesso de comida e inatividade típicos da quadra natalícia.

 

O consumo de calorias em excesso, mesmo que por apenas um curto período de tempo, traz consequências prejudiciais à saúde, indicaram os resultados de estudos anteriores.

 

Publicado no “The Journal of Physiology”, o estudo contou com a participação de 26 homens jovens e saudáveis. Pediu-se aos jovens que comessem em excesso e que se mantivessem inativos nas suas atividades diárias. Metade do grupo praticou 45 minutos de exercício, diariamente, numa passadeira, sendo que esta parte do grupo consumiu 75 por cento de calorias extra. A outra metade do grupo, que não praticou exercício, consumiu 50 por cento de calorias extra. O excedente de calorias diárias foi o mesmo para todos os participantes.

 

Após uma semana, o grupo que não tinha praticado exercício físico revelava uma descida significativa e pouco saudável no seu controlo de açúcar no sangue e as suas células adiposas expressavam genes que conduziam a alterações metabólicas pouco saudáveis. Este grupo apresentava ainda uma baixa expressão de genes implicados no bom funcionamento do metabolismo.

 

O grupo que tinha praticado exercício físico apresentava, no entanto, níveis de açúcar no sangue estáveis e as suas células adiposas demonstravam uma menor expressão genética indesejável.

 

Os resultados apurados revelam que o exercício físico traz enormes benefícios a nível fisiológico, que vão para além da eliminação do excesso de calorias em situações que se consome mais do que o que se queima.

 

James Betts, um dos autores do estudo e professor na University of Bath, comenta que “este novo estudo demostra que a ideia é mais sofisticada que apenas a eliminação de energia: o exercício físico tem efeitos benéficos, mesmo quando estamos a armazenar energia de forma ativa e a aumentar de peso”.

 

“Uma característica fundamental da nossa investigação foi o facto de termos distribuído o excedente de energia entre os grupos, sendo que o grupo que praticou exercício físico consumiu mais energia e, no entanto, encontrava-se em melhor estado de saúde no final da semana”, explica Dylan Thompson, o autor principal do estudo.

 

Os autores rematam que são necessários mais estudos para conhecer as causas subjacentes aos efeitos evidenciados.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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