Exercício físico deve ser utilizado no tratamento da disfunção erétil

Estudo publicado no “British Journal of Sports Medicine”

02 dezembro 2016
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O exercício físico pode e deve ser usado no tratamento da disfunção erétil, a par da medicação e sob supervisão médica, defendem os investigadores do Centro de Investigação em Tecnologias e Sistemas de Saúde (Cintesis) da Universidade do Porto.
 
No estudo publicado no “British Journal of Sports Medicine”, liderado por Carlos Martins e Luís Azevedo, foi realizada uma extensa e aprofundada pesquisa, seleção e análise da literatura e agregados os resultados de sete ensaios clínicos desenvolvidos entre 2004 e 2013, envolvendo 478 participantes com diagnóstico de disfunção erétil e idades compreendidas entre os 43 e os 69 anos.
 
De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, os resultados indicaram que a atividade e exercício físicos melhoram a disfunção erétil, especialmente os exercícios aeróbicos com intensidade moderada a vigorosa.
 
André Silva, primeiro autor deste trabalho, referiu que “o principal desafio é mudar o paradigma de tratamento, incluindo a atividade física como terapia adjuvante. Isso vai exigir a participação de equipas multidisciplinares que incluam especialistas em urologia, medicina geral e familiar, fisioterapia, medicina desportiva e enfermeiros devidamente treinados”.
 
O investigador acrescenta que “o exercício físico deve ser incluído como tratamento sob supervisão clínica, sendo importante excluir contraindicações relevantes para este tipo de intervenção”.
 
Uma vez que ainda não é claro quanto tempo levará até que a prática de exercício físico melhore de forma significativa a disfunção erétil, por isso, os investigadores defendem que é importante “promover ensaios clínicos maiores, que acompanhem os pacientes por longos períodos, para investigar que tipo específico de exercício funciona melhor e por quanto tempo deve ser recomendado”.
 
De acordo com os autores do estudo, a disfunção erétil é um problema crescente na sociedade atual que afeta 8% dos homens entre os 20 e os 30 anos de idade. Esta taxa aumenta substancialmente com a idade, estimando-se que atinja 37% dos homens entre os 70 e os 75 anos. 
 
Para além de ter “um forte impacto negativo” na qualidade de vida dos afetados, a disfunção erétil é “um reconhecido indicador da presença de doenças cardiovasculares”.
 
“É importante que os homens que se veem confrontados com problemas em ter ou manter uma ereção procurem o seu médico assistente, não só para resolverem a disfunção erétil, mas também para avaliarem a existência de outros problemas de saúde potencialmente importantes”, conclui André Silva.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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