Exercício físico desencadeia cerca de mil alterações moleculares

Estudo publicado na revista “Cell Metabolism”

06 outubro 2015
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Investigadores australianos e dinamarqueses descobriram cerca de mil reações moleculares resultantes da prática de atividade física. O estudo publicado na revista “Cell Metabolism” abre assim portas para o desenvolvimento de tratamentos farmacológicos que mimetizem os benefícios associados à prática de exercício físico.
 
De acordo com David James, da Universidade de Sydney, na Austrália, o exercício físico é a terapia mais poderosa para muitas doenças, incluindo diabetes tipo 2, doença cardiovascular e doenças neurológicas. Contudo, para muitos indivíduos, a prática de exercício físico não é uma opção viável de tratamento. “Isto significa que é necessário encontrar formas de desenvolver fármacos capazes de mimetizar os benefícios do exercício”, refere, em comunicado, o investigador.
 
No estudo os investigadores da Universidade de Sydney, em colaboração com os investigadores da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, analisaram biópsias de tecido músculo-esquelético de quatro homens saudáveis dez minutos após a prática de exercício de elevada intensidade. Através da utilização de uma técnica conhecida como espectrometria de massa, que avalia um processo denominado fosforilação de proteínas, os investigadores constataram que a prática de exercício intenso provocava mais de mil alterações.
 
A maioria dos fármacos tradicionais tem por alvo moléculas individuais. Contudo, estes resultados demonstraram que, para um fármaco ser capaz de mimetizar o exercício, necessita de atingir várias moléculas e possivelmente vias.
 
O exercício produz um conjunto de respostas extremamente complexas e em cascata no músculo humano. Este desempenha um papel central no controlo do metabolismo da energia e na sensibilidade à insulina.
 
“Apesar de os cientistas há muito terem suspeitado que o exercício provoca várias alterações complexas no músculo, esta foi a primeira vez que fomos capazes de mapear o que acontece exatamente”, disse, em comunicado de imprensa, um outro autor do estudo, Nolan Hoffman.
 
“Este é um avanço importante, que permitirá aos investigadores utilizarem esta informação para conceberem fármacos que mimetizem as reais alterações benéficas causadas pela prática de exercício”, conclui o investigador.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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