Exercício físico após escola melhora função cognitiva

Estudo publicado na revista “Pediatrics”

01 outubro 2014
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As crianças que praticam, após as aulas, atividade física moderada a vigorosa apresentam uma melhoria substancial na atenção e na capacidade de alternar entre tarefas cognitivas, defende um estudo publicado, na revista “Pediatrics”.
 

Para o estudo, os investigadores da Universidade de Illinois, nos EUA, contaram com a participação de 221 crianças entre os sete e os nove anos de idade. Metade das crianças foram convidadas a frequentar, após a escola, um programa de exercício moderado a vigoroso, enquanto a outra metade foi incluída no grupo de controlo. As crianças incluídas no programa de intervenção física, que teve uma duração de nove meses, permaneciam ativas cerca de 70 minutos por dia. Todas as crianças foram submetidas a testes cognitivos e a imagens cerebrais antes e após a intervenção.
 

O estudo apurou que as crianças inseridas no programa de exercício, denominado “FitKids”, para além de terem demonstrado melhorias na sua capacidade física também apresentavam melhorias significativas na inibição atencional, que mede a capacidade de bloquear as distrações e de foco nas tarefas.
 

Os investigadores verificaram que as crianças que praticavam exercício físico diário também apresentavam melhoria na flexibilidade cognitiva, que envolve a capacidade de alternar entre tarefas mantendo a sua velocidade e precisão. As crianças incluídas no grupo de controlo registaram melhorias mínimas, resultantes do processo natural de maturação que ocorreu ao longo dos nove meses.
 

O estudo constatou que a prática de exercício físico duplicou a precisão obtida pelas crianças nos testes cognitivos. Verificaram-se também alterações nas funções cerebrais, associadas à alocação de atenção ao longo das tarefas e da rapidez do processamento cognitivo. Estas alterações foram significativamente maiores nas crianças que praticaram exercício físico, comparativamente com aquelas que permaneceram em lista de espera.
 

O líder do estudo, Charles Hillman, referiu que este trabalho não distinguiu se estas melhorias foram resultantes do aumento da atividade física ou da interação social. “O facto é que as crianças são seres sociais, que realizam atividade física num ambiente social. O grande motivo para as crianças participarem num ambiente desportivo estruturado é porque elas se divertem e fazem novos amigos. E este tipo de intervenção foi desenhado para também satisfazer essa necessidade”, acrescentou o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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