Exercício físico altera o ADN das células adiposas

Estudo publicado na revista “PLOS Genetics”

10 julho 2013
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A prática de exercício físico pode alterar o ADN das células adiposas, dá conta um estudo publicado na revista “PLOS Genetics”.
 

Neste estudo os investigadores da Universidade de Lund, na Suécia, acompanharam, ao longo de seis meses, 23 homens com excesso de peso, mas que eram relativamente saudáveis. Todos os indivíduos foram convidados a participar semanalmente em aulas de spinnig ou aeróbicas. Antes do início do estudo, os participantes tendiam a frequentar, em média, 1,8 aulas semanais. Os participantes foram ainda instruídos para não alterarem as suas dietas ou o seu nível de atividade diária.
 

Ao longo do estudo, os investigadores analisaram alterações nos grupos de metilo nas células adiposas dos homens. Estes grupos afetam a expressão genética que determina se os genes estão ativados ou reprimidos.
 

O estudo apurou que ocorreram modificações epigenéticas, alterações da expressão genes ao nível celular, em 7000 genes, ou seja, em 35% da composição genética de cada indivíduo. Adicionalmente, foram também encontradas alterações nos genes que estão habitualmente associados à diabetes tipo 2 e obesidade.
 

De acordo com uma das autoras do estudo, Tina Rön, estes resultados sugerem que as alterações de ADN resultantes da atividade física poderiam ser os mecanismos através dos quais estes genes afetam o risco de doença.
 

A maioria dos estudos realizados até à data focaram-se em alterações celulares e moleculares no músculo esquelético, mas este estudo foi único na medida em que incidiu nas alterações moleculares ocorridas no tecido adiposo. O estudo refere assim que, apesar de os genes serem herdados não podendo consequentemente ser alterados, os grupos metilo podem ser influenciados por vários fatores, como prática de exercício, dieta ou estilo de vida.
 

Os investigadores concluem que há muito que era conhecido que o exercício era benéfico para o organismo, “mas agora sabemos de que forma o armazenamento de gordura no organismo pode alterar o nosso património genético.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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