Exercício físico altera a flora intestinal e promove cérebro e metabolismo saudável

Estudo publicado na revista “Immunology and Cell Biology”

05 janeiro 2016
  |  Partilhar:

A prática de exercício físico no início da vida pode conduzir a alterações benéficas da flora intestinal, promovendo um cérebro e uma atividade metabólica mais saudável ao longo da vida, sugere um estudo publicado na revista “Immunology and Cell Biology”.
 

O estudo realizado pelos investigadores da Universidade de Colorado Boulder, nos EUA, indica que talvez haja uma janela de oportunidade durante o início do desenvolvimento para otimizar as probabilidades de uma melhor saúde ao longo da vida.
 

“O exercício afeta muitos aspetos da saúde, tanto a nível metabólico como mental, e as pessoas só agora é que estão a começar a olhar para a plasticidade destes microrganismos intestinais", revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Monika Fleshner.
 

Os microrganismos ficam residentes nos intestinos humanos logo após o nascimento e são vitais para o desenvolvimento do sistema imunológico e várias funções vitais. Estes microrganismos podem adicionar cerca de 5 milhões de genes ao perfil genético de um indivíduo, tendo por isso uma grande influência na fisiologia humana.
 

Apesar desta comunidade microbiana se manter de alguma forma maleável ao longo da vida adulta podendo ser influenciada por fatores ambientais, como a dieta e os padrões de sono, os investigadores constataram que os microrganismos do intestino são especialmente plásticos no início da vida.
 

O estudo apurou que os ratinhos jovens que voluntariamente praticavam diariamente exercício desenvolviam uma estrutura microbiana mais benéfica, incluindo a expansão de espécies bacterianas probióticas no intestino, comparativamente com os animais mais sedentários e adultos, mesmo quando estes últimos também faziam exercício.
 

Apesar de os investigadores ainda não terem identificado a faixa etária exata na qual a comunidade microbiana do intestino é mais provável de ser alterada, os resultados preliminares sugerem que quanto mais cedo melhor.
 

O estudo apurou ainda que uma comunidade microbiana intestinal mais robusta e saudável parece promover uma função cerebral mais saudável e proporcionar efeitos antidepressivos. Estudos anteriores já tinham constatado que o cérebro humano responde aos sinais microbianos do intestino, mas os métodos exatos de comunicação ainda estão por descobrir.
 

“Investigações futuras sobre o ecossistema microbiano irão desvendar  como estes microrganismos influenciam a função cerebral de forma duradoura", conclui uma das autoras do estudo, Agnieszka Mika.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.