Exercício físico alivia sintomas de ansiedade generalizada em mulheres

Estudo da Universidade da Carolina do Sul

17 junho 2011
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Um programa de exercício físico de seis semanas pode aliviar os sintomas da perturbação de ansiedade generalizada (PAG), de acordo com o primeiro estudo aleatório realizado pela Universidade da Carolina do Sul, em Columbia, EUA.

 

Os resultados sugerem que o exercício é uma opção de tratamento a curto prazo viável, segura e bem tolerada, e uma terapia potencialmente adjuvante em pessoas com a perturbação. "A PAG é hoje talvez a perturbação de ansiedade que mais co-morbilidades provoca, particularmente em pacientes atendidos nos cuidados primários", disse, em comunicado de imprensa, o autor do estudo Matthew P. Herring, adiantando que "os tratamentos, incluindo terapias farmacológicas e comportamentais, têm resultados limitados e complicações, tais como despesas ou efeitos adversos".

 

A equipa de cientistas dividiu aleatoriamente 30 mulheres sedentárias com PAG em tratamento médico em três grupos: dois fizeram actividade física (um de treino de resistência e um outro com exercícios aeróbicos) e o outro ficou em lista de espera (grupo de controlo).

 

O grupo instruído para realizar exercício de resistência fez duas sessões semanais de treino leve durante seis semanas, tendo começado com metade da sua capacidade máxima e aumentando 5% por semana. As mulheres que treinaram exercícios aeróbicos fizeram bicicleta duas vezes por semana para exercitar a mesma área do corpo durante 16 minutos continuamente, também durante um período de seis semanas.

 

Um grupo de médicos - que desconhecia a prática de exercício de cada mulher diagnosticada com PAG – avaliou, através de uma escala utilizada na prática clínica, a perturbação entre o primeiro dia e os 16 dias após a prática de exercício. A equipa também avaliou os sintomas no início do estudo e às duas, quatro e seis semanas.

 

Os dados recolhidos revelaram que 60% das mulheres do grupo que praticou exercícios de resistência, 40% das pacientes que realizaram actividades aeróbicas e 30% do grupo que estava em lista de espera apresentaram uma remissão dos sintomas da perturbação.

 

Embora as diferenças entre os resultados do treino de resistência e o aeróbico não sejam estatisticamente significativas, Herring sugeriu que o facto de os efeitos terem sido muito superiores com o exercício de resistência talvez se devesse ao facto de os participantes os poderem ter intuído como mais intensos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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