Exercício físico ajuda a manter a saúde mental

Novo estudo mostra que a prática regular de exercício diminui riscos de declínio das capacidade cognitivas

22 julho 2001
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Um novo estudo, publicado nos Archives of Internal Medicine, sugere que mulheres idosas que praticam regularmente exercício físico estão menos susceptíveis a sofrer um declínio mental.
 

 

Os investigadores seguiram quase 6000 mulheres, a maioria branca, saudáveis, de 65 ou mais anos de idade que viviam em comunidades organizadas, como por exemplo lares, cujas faculdades mentais e frequência de actividade física foram monitorizadas. A quantidade de exercício efectuada era medida pela quantidade de calorias queimadas durante diferentes actividades, como andar, jardinar ou outras mais pesadas.
 

 

Aquelas que praticavam a maior quantidade de exercício físico tinham 26% menos hipóteses de sofrerem de declínio cognitivo (ou mental) do que aquelas que praticavam a menor quantidade de exercício. Por exemplo, apenas andar uma milha (1,6 Km) por dia, diminuía o risco de declínio mental em cerca de 13%, independentemente da velocidade com que o faziam.
 

 

Já alguns estudos anteriores haviam detectado uma relação entre a actividade física e a manutenção das capacidades mentais mas não tinham entrado em conta com outros factores que pudessem influenciar esta relação, como o consumo de tabaco ou o uso de terapia hormonal. Este estudo levou em conta estes factores.
 

 

Um dos investigadores afirmou numa entrevista que “estes resultados apoiam a hipótese de que a actividade física previne o declínio cognitivo em mulheres idosas”.
 

 

O mesmo investigador enumerou alguns possíveis benefícios fisiológicos do exercício físico que possam contribuir para a manutenção das faculdades mentais: maior circulação sanguínea no cérebro, menor probabilidade da ocorrência de doenças cardiovasculares tanto no cérebro como no resto do corpo e ainda a estimulação do crescimento das células nervosas.
 

 

Segundo o mesmo relatório, pelo menos uma em cada dez pessoas com idades superiores a 65, e metade daquelas com idades superiores a 85 anos de idade desenvolvem um qualquer tipo de disfunção mental, que pode ir desde ligeiro défice mental a demência.
 

 

Helder Cunha Pereira
 

MNI – Médicos Na Internet
 

 

Fonte: Reuters Health

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