Exercício físico ajuda a combater o envelhecimento

Estudo publicado no “Circulation”

07 dezembro 2009
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Investigadores alemães descobriram por que é que a prática de exercício físico ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares e cancro, revela um estudo publicado na revista “Circulation”.

 

 

 

Em comparação com adultos saudáveis, não fumadores, e que não praticam exercício regular, os atletas de endurance têm glóbulos brancos com telómeros mais longos . Os telómeros são o ADN das extremidade dos cromossomas e a sua principal função é manter a estabilidade das células. Os telómeros podem ser vistos como as pontas de plástico dos cordões dos sapatos, que servem para impedir que estes se desenlacem.

 

 

 

Cada vez que uma célula se divide, os telómeros diminuem ligeiramente de tamanho. Como os telómeros não se regeneram, a determinada altura, eles ficam tão curtos que não permitem uma correcta replicação dos cromossomas e a célula perde a sua capacidade de divisão. Quando isso acontece, as pessoas envelhecem – perdendo gradualmente a força muscular, a elasticidade da pele, a visão, a audição e as capacidades mentais.

 

 

 

Para este estudo, investigadores da Saarland University, em Homburg, Alemanha, compararam os telómeros dos glóbulos brancos de atletas de endurance com os de um grupo de controlo composto por adultos saudáveis, na mesma faixa etária, não fumadores e que praticavam menos de uma hora por semana de exercício físico. O grupo de atletas era constituído por corredores profissionais, com uma idade média de 20 anos, que corriam mais de 72 km por semana. Participou também no estudo um segundo grupo de atletas de meia-idade (idade média de 51 anos) que praticavam exercícios de resistência física desde a juventude e que corriam, em média, 80 km por semana.

 

 

 

Tal como esperado, o estudo revelou que, em comparação com os participantes do grupo controlo, os atletas apresentavam em repouso um ritmo cardíaco mais lento, bem como níveis mais baixos de pressão arterial, massa corporal e colesterol. Por outro lado, os atletas tinham telómeros também mais longos e apresentavam uma maior actividade da enzima telomerase, enzina envolvida na conservação do telómero.

 

 

 

Em comunicado de imprensa, o autor do estudo, Ulrich Laufs, afirmou que “esta é uma evidência directa do efeito do exercício físico no combate do envelhecimento”. Os investigadores explicam ainda que, para além de combater as infecções, os glóbulos brancos desempenham um papel na identificação e eliminação de células com crescimento anormal, responsáveis pelo aparecimento de cancro.

 

 

 

Uma razão para a taxa de cancro aumentar com a idade pode ser o facto de os glóbulos brancos envelhecerem e ficarem menos eficientes na detecção e eliminação de células anormais. Assim, se a prática de exercício físico mantém a juventude destas células, ao evitar a diminuição do tamanho dos telómeros, isso pode explicar o mecanismo de protecção contra o cancro desencadeado pelo exercício físico.

 

 

 

Do mesmo modo, nas doenças cardiovasculares, os glóbulos brancos envelhecidos (juntamente com a hipertensão e outros factores) permitem que as placas de gordura se acumulem mais rapidamente. Uma vez que mantém os glóbulos brancos jovens, o exercício físico garante uma eficiente eliminação dessas placas, explicam os investigadores.

 

 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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