Exercício cardiovascular preserva capacidade de raciocínio
07 abril 2014
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A prática de exercícios cardiovasculares pelos adultos jovens ajuda a preservar a memória e a capacidade de raciocínio na meia-idade, entre os 43 e os 55 anos, refere um estudo pulicado na revista “Neurology”.

 

“Estes achados são importantes e ajudam a relembrar a importância da prática de atividades cardiovasculares, como correr, nadar e andar de bicicleta, na saúde mental”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, David R. Jacobs.

 

Para o estudo, os investigadores Universidade de Minnesota, nos EUA, contaram com a participação de 2.747 indivíduos saudáveis com uma média de 25 anos que foram submetidos a uma prova de esforço no primeiro ano do estudo e após 20 anos. Foram também realizados testes cognitivos 25 anos após o início do estudo, que avaliaram a memória verbal, a rapidez psicomotora e a função executiva.

 

Ao longo da prova de esforço, os participantes caminharam ou correram com uma inclinação crescente até não conseguirem continuar mais ou apresentarem sintomas de falta de ar. No primeiro teste, os participantes permaneceram na passadeira ao longo de uma média de 10 minutos. Vinte anos mais tarde, este tempo diminui para 2,9 minutos.

 

O estudo apurou que por cada minuto adicional de permanência na passadeira, os participantes recordavam, 25 anos mais tarde, 0,12 palavras adicionais num teste de memória com 15 palavras, e substituíam corretamente mais 0,92 números num teste de rapidez psicomotora. Estes resultados mantiveram-se inalterados mesmo após os investigadores terem tido em conta fatores como hábitos tabágicos, diabetes e níveis de colesterol elevado.

 

Os investigadores constataram que quanto menor era a diferença nos tempos registados entre a primeira prova de esforço e a outra realizada 20 anos mais tarde, melhores eram os resultados obtidos nos testes de avaliação da função executiva. 

 

Estudos realizados em indivíduos idosos demonstraram que estes testes estão entre aqueles com uma maior capacidade de previsão do desenvolvimento de demência no futuro. Assim, de acordo com David R. Jacobs “estes achados poderão ajudar e consequentemente prevenir ou tratar os indivíduos que estão em maior risco de desenvolver demência”.
 

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