Exercício aeróbico reduz risco cardiovascular das crianças obesas

Estudo publicado no “International Journal of Obesity”

09 junho 2016
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Uma equipa internacional de investigadores constatou que o exercício aeróbico é uma ferramenta eficaz na redução dos riscos de saúde a longo prazo associados à obesidade infantil, dá conta um estudo publicado no “International Journal of Obesity”.
 

Os investigadores da Universidade de Geórgia, nos EUA, do Instituto de Investigação Médica, na Austrália, e da Universidade de Oxford, no Reino Unido, constataram que uma maior capacidade aeróbica na infância, independentemente da gordura abdominal, reduzia o risco de desenvolvimento da síndrome metabólica no início da idade adulta em 36%, comparativamente com níveis mais baixos desta capacidade.
 

A síndrome metabólica é um conjunto de fatores de risco de doença cardiovascular que está associada a um risco aumentado de doença arterial coronária, acidente vascular cerebral e diabetes tipo 2.
 

O estudo, que teve um período de acompanhamento de 20 anos, recolheu dados de 1.792 australianos que participaram num questionário de saúde infantil e condição física, entre os sete e os 15 anos de idade. Os dados recolhidos incluíram uma corrida de cerca de 1,6 Km para avaliação da capacidade respiratória e medição do perímetro abdominal para determinar a gordura abdominal na infância. Na idade adulta, os participantes foram submetidos a várias avaliações de saúde e de condição física.
 

Apesar de os riscos cardiovasculares a longo prazo da obesidade infantil serem menores naqueles com melhor condição física na infância, as crianças com níveis mais elevados de gordura abdominal ainda tinham um risco três vezes maior de síndrome metabólica na idade adulta.
 

No entanto, a combinação de um perímetro abdominal elevado com uma baixa capacidade cardiorrespiratória na infância revelou-se particularmente significativo, uma vez que estes participantes apresentavam um risco mais de oito vezes maior de ter síndrome metabólica na idade adulta do que aqueles com um baixo perímetro abdominal e níveis elevados de capacidade aeróbia.
 

Os resultados do estudo também apoiam a importância de as pessoas se manterem fisicamente ativas para além da infância.
 

“Descobrimos que os participantes que tinham níveis inferiores de condição física na infância, mas aumentaram estes níveis na idade adulta apresentaram uma prevalência significativamente menor de síndrome metabólica, comparativamente com aqueles que permaneceram com uma condição física inferior. “Isto foi especialmente relevante para aqueles com maiores níveis de gordura abdominal na infância”, concluiu uma das coautoras do estudo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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