Exercício aeróbico pode combater sintomas da esquizofrenia

Estudo publicado na revista “Schizophrenia Bulletin”

18 agosto 2016
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O exercício aeróbico pode ser benéfico para os indivíduos com esquizofrenia, sugere um estudo publicado na revista “Schizophrenia Bulletin”.
 

A esquizofrenia é uma doença mental caracterizada por alucinações, delírios, processos de raciocínio alterados e movimentos corporais agitados. Alguns indivíduos com esquizofrenia podem também apresentar sintomas cognitivos, tais como problemas de memória, na função executiva e de atenção. Apesar de a esquizofrenia não ter cura, existem tratamentos que podem ajudar a controlar os sintomas, como os antipsicóticos e as terapias psicossociais.
 

Para o estudo os investigadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido analisaram os dados de dez ensaios clínicos que envolveram mais de 385 pacientes com esquizofrenia. Os investigadores concluíram que os participantes que praticaram exercício aeróbico ao longo de 12 semanas, conjuntamente com o tratamento habitual para a doença, apresentavam uma melhor função cognitiva, comparativamente com aqueles que não praticaram este tipo de exercício.
 

O estudo apurou que os pacientes que praticaram exercícios aeróbicos, como andar de bicicleta ou passadeira, apresentavam melhorias significativas na atenção, na cognição social (capacidade de compreender situações sociais) e memória de trabalho.
 

Os investigadores também constataram que os indivíduos que praticaram mais exercício e que conseguiram com sucesso melhorar o seu desempenho físico foram os que tiveram mais efeitos benéficos na função cognitiva.
 

Joseph Firth, um dos autores do estudo, refere que os défices cognitivos são um aspeto da esquizofrenia particularmente problemático. Estes prejudicam a recuperação e têm um impacto negativo na forma como as pessoas trabalham e gerem as situações sociais. Adicionalmente, os medicamentos atuais não tratam os défices cognitivos da doença.
 

"Estamos à procura de novas formas de tratar estes aspetos da doença, e agora a investigação sugere cada vez mais que o exercício físico pode ser uma solução”, conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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