Excesso de peso associado a meio milhão de cancros anualmente

Estudo publicado na "Lancet Oncology"

01 dezembro 2014
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Um novo estudo demonstrou que, a cada ano, quase meio milhão de cancros, a nível mundial, surgem na sequência de excesso de peso.
 

O estudo conduzido por investigadores do Centro Internacional de Investigação sobre o Cancro revelou que 3,6% dos novos casos de cancro, em 2012, estavam associados a um Índice de Massa Corporal (IMC) elevado.
 

O estudo indicou igualmente que o cancro devido a excesso de peso e obesidade é muito mais comum em países desenvolvidos do que em países menos desenvolvidos.
 

Entre os países desenvolvidos, os da América do Norte revelaram os índices mais elevados, com cerca de 111.000 casos em 2012, o que correspondia a 23% dos casos de cancro. Os países europeus revelaram também elevados índices de cancro associado a excesso de peso, tendo os da Europa de Leste registado 65.000 casos, ou seja 6,5% de todos os novos casos na Europa.
 

Nos países asiáticos, as proporções de cancro associado ao IMC elevado não foram tão altos; no entanto, devido ao tamanho da população, os índices “traduzem-se num considerável número absoluto de casos”, indicam os autores do estudo. Por outro lado, em África, registaram-se 1,5% de novos casos de cancro associados ao excesso de peso, sendo que traduzida em números, aquela percentagem correspondeu a 7.300 novos casos em todo o continente, em 2012.
 

Os resultados do estudo revelaram igualmente que o cancro associado a excesso de peso afeta mais as mulheres (com 345.000 novos casos ou 5,4%) do que os homens (136.000 novos casos ou 1,9%) devido ao cancro do útero e aos cancros da pós-menopausa.
 

Melina Arnold, autora principal do estudo, comentou, face aos resultados, que estes factos ”dão mais suporte para se exercer um esforço para resolver a tendência do aumento da obesidade. A prevalência global da obesidade em adultos duplicou desde 1980. Se esta tendência continuar irá certamente favorecer o aumento dos casos de cancro no futuro, especialmente na América do Sul e no Norte de África, onde se registaram os maiores aumentos dos índices de obesidade nos últimos 30 anos”.
 

O IMC elevado constitui um fator de risco para os cancros do cólon, esófago, reto, rins, mama, ovários e outros.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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