Excesso de cursos de enfermagem

Ordem alerta para os riscos desta situação

28 março 2004
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A «proliferação indiscriminada» de cursos de enfermagem põe em causa «as competências» dos futuros profissionais, por não estar assegurada a qualidade dos currículos, nem dos docentes. A denúncia é da bastonária da Ordem dos Enfermeiros (OE), que, na semana passada, se reuniu com a Federação Nacional das Associações de Estudantes de Enfermagem. Segundo Maria Augusta Sousa, Passou-se de 32 para 48 escolas - e «existem mais pedidos de abertura de cursos» - «sem que se tenha feito uma avaliação das disponibilidades para garantir as condições de estágio» necessárias aos estudantes.A bastonária alertou para a ausência de acreditação prévia dos currículos, problema que a OE está a tentar resolver com a criação de um sistema próprio. Além de que o excesso de escolas cria problemas na formação clínica dos estudantes, «da competência exclusiva dos enfermeiros», pois «não há quadros docentes que garantam» a formação em todos os cursos.No entender de Maria Augusta de Sousa, os ministérios da Saúde e do Ensino Superior deveriam regulamentar a formação clínica dos alunos nas unidades de saúde, para evitar situações de «discriminação», em que os «alunos vêm aumentadas as suas propinas para poderem ter ensino clínico».Fonte: Jornal de Notícias    

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