Excesso de alarmes causa erros médicos

Estudos lançam alertas

08 setembro 2004
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 Questões aparentemente sem importância, como a panóplia de sinais sonoros usados nos hospitais, podem, afinal, ser de vida ou de morte. Estudos feitos no Reino Unido e agora divulgados no Festival de Ciência, que decorre em Exeter, indicam que a tecnologia deve usar os conhecimentos da acústica e de diversas engenharias para desenhar sons bem distinguíveis, em função do destinatário e do tipo de emergência.Quantas vidas se perdem nos hospitais por causa da confusão de alarmes e outros sinais emitidos pelos equipamentos de monitorização dos doentes, incluindo os blocos operatórios? Em Portugal essa realidade não é conhecida, mas os britânicos já avaliaram e estão a emendar a sua experiência nesta matéria. No Reino Unido, com um sistema nacional de saúde dirigido a cerca de 60 milhões de utentes, estudos feitos estimaram em 850 mil o número de erros médicos por ano, de gravidade variável, mas muitos deles atribuíveis à confusão dos sons que devem alertar enfermeiros e médicos.O mundo hospitalar tem vindo a ser desenhado sem a preocupação de evitar esses erros, sugere Peter Buckle, professor na Universidade de Surrey. Para além de confusões criadas por uma variedade de botões e pela regulação de dosagens pouco explícita na ministração de fármacos por perfusão, foi constatada uma variedade de embalagens idênticas na forma, cor e aspecto da etiqueta, mas contendo produtos com finalidades terapêuticas muito diferentes. A estas fracas distinções, segundo o estudo agora divulgado no Festival de Ciência da Associação Britânica para o Desenvolvimento da Ciência, junta-se a confusão de sinais sonoros, que contaminam todo o ambiente hospitalar. Nas urgências, um médico pode, em hora e meia de atendimento, ser interrompido nada menos que 31 vezes. Os investigadores consideram que níveis de ruído elevados podem levar a mau entendimento das mensagens e induzir decisões que não serão as melhores. Fonte: Jornal de Notícias

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