Excesso de açúcar está associado ao cancro

Estudo publicado na revista “Molecular Cell”

06 fevereiro 2013
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Os açúcares são necessários para o fornecimento de energia e, em quantidade moderadas, contribuem para o bem-estar. Contudo, em níveis elevados os açúcares podem danificar as células e aumentar o risco de desenvolvimento de cancro, sugere um estudo publicado na “Molecular Cell”.
 

É do conhecimento comum que a obesidade é a principal causa da diabetes. Contudo, a associação entre a diabetes e a obesidade e um maior risco de desenvolvimento de cancro, é algo menos conhecido. De acordo com estudos epidemiológicos, os indivíduos diabéticos apresentem o dobro do risco de terem cancro do pâncreas ou do cólon.
 

Neste estudo os investigadores da Univerisdad Rey Juan Carlos, em Espanha, decidiram explorar o mecanismo que associava a obesidade e a diabetes ao desenvolvimento do cancro. O estudo constatou que elevados níveis de açúcar aumentam a atividade de um gene que está envolvido na progressão desta doença.
 

Os investigadores liderados por Custodia Garcia-Jimenez estudaram como as células do intestino respondem ao açúcar e sinalizam o pâncreas para a produção de insulina. No intestino os açúcares  despoletam a produção de uma hormona conhecida por GIP que aumenta a produção de insulina pelo pâncreas.
 

O estudo apurou que a capacidade das células do intestino secretarem a GIP é controlada por uma proteína, a beta-catenina, sendo a atividade desta proteína dependente dos níveis de açúcar.
 

Um dos principais fatores para o desenvolvimento de vários tipos de cancro e que pode transformar as células saudáveis em células imortais são os elevados níveis de beta-catenina. Os investigadores verificaram que níveis elevados de açúcar induzem uma acumulação da beta-catenina, o que conduz à proliferação celular. Neste estudo os investigadores identificaram as alterações induzidas por esta proteína, as moléculas envolvidas e a diversidade das células cancerígenas suscetíveis a estas alterações.
 

“Ficamos surpresos ao verificar que as alterações no nosso metabolismo causadas pelo consumo de açúcar têm impacto no risco de cancro. Atualmente estamos a investigar como o risco de cancro pode ser influenciado por outros componentes da dieta. A alteração dos hábitos alimentares é uma das estratégias mais simples e que pode potencialmente impedir muito sofrimento”, conclui a investigadora.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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