Exames de oncologia e cardiologia adiados

Substância essencial em escassez mundial

05 março 2010
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Várias clínicas e hospitais portugueses estão a adiar exames de diagnóstico em cardiologia e oncologia perante a escassez mundial de molibdénio, substância radioactiva essencial para a realização destes exames, revela o jornal “Diário de Notícias”.

 

A 19 de Fevereiro parou para manutenção o reactor da Holanda, que produz cerca de 30% dos isótopos radioactivos do mundo, usados em mais de 80% dos exames de diagnóstico de medicina nuclear, segundo adianta o mesmo jornal.

 

A esta paragem, que deverá durar meio ano, juntar-se-á em Abril a do reactor canadiano, que é o maior produtor mundial, com 45% da capacidade.

 

Esta não é uma situação nova, dado que o reactor holandês já tem 49 anos, e tem mostrado sinais de necessidade de uma assistência mais assídua, tendo já parado em 2008.

 

Lucília Salgado, médica no Instituto Português de Oncologia de Lisboa, disse à agência Lusa que, até agora, os exames urgentes têm sido assegurados, mas para isso é muitas vezes necessário cancelar alguns exames e remarcá-los para quando houver capacidade, afirmou a médica, reiterando ter havido “alguns períodos mais críticos”, mas sem “interrupção total” de fornecimento, pelo que a especialista está convicta de que a sua produção vai ser assegurada.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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