Exames de imagem podem detetar doença arterial coronária precocemente

Estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology

27 março 2015
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Os exames de imagem não-invasivos podem detetar a doença arterial coronária muito antes da sua ocorrência, sugere um novo estudo.


O estudo conduzido pela Escola de Medicina Icahn at Mount Sinai, EUA, demonstrou que os exames de imagem não invasivos às artérias coronárias e carótida efetuados em adultos saudáveis poderão predizer de forma muito mais fiável o risco de virem a sofrer um futuro ataque agudo de miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte.


“O uso de exames de imagem para detetar doença nas artérias carótida ou coronária antes de causar sintomas pode melhor identificar os indivíduos saudáveis com risco acrescido do que os nossos métodos de avaliação de risco tradicionais”, considera Valentin Fuster, diretor do Mount Sinai Heart e médico chefe no Mount Sinai Hospitak e principal investigador deste estudo.


Para o estudo, a equipa contou com a participação de 6000 indivíduos saudáveis, sem historial de doença cardiovascular, que incluíam homens (com idades compreendidas entre os 55 e 80 anos) e mulheres (de 60 a 88 anos).


Os participantes foram avaliados através de avaliações de fatores de risco de doença cardiovascular tradicionais: diabetes, obesidade, hipertensão arterial, colesterol anormal, hábitos tabágicos, e estilo de vida sedentário. Adicionalmente, os participantes foram submetidos a dois exames de imagem: a nova ecografia vascular 3D e o índice de cálcio na artéria coronária através tomografia computadorizada de baixa dosagem.


A junção dos dois exames de imagem à avaliação dos fatores de risco tradicionais para a doença cardiovascular permitiu uma identificação de aterosclerose subclínica em 60% dos aparentemente saudáveis participantes que não apresentavam manifestações clínicas do problema.


Os participantes foram seguidos por um período de três anos. No decorrer desse período verificaram-se 216 eventos cardiovasculares adversos, incluindo 108 mortes, das quais 27 eram de origem cardiovascular, 34 ataques agudos de miocárdio, 30 acidentes vasculares cerebrais, 18 participantes com angina instável e 79 necessitaram de procedimentos de revascularização. O estudo demonstrou que os indivíduos aparentemente saudáveis que revelaram maior placa carótida e cálcio na artéria coronária apresentavam um risco duas a três vezes superior de sofrerem um evento cardiovascular adverso.


“O nosso estudo demonstra um impacto significativo com o facto de se adicionar a medição da placa carótida através de ecografia e o índice de cálcio coronário através de tomografia computadorizada à nossa avaliação de doença cardiovascular”, explica Roxana Mehran, diretora de Estudos Cardiovasculares Interventivos eEnsaios Clínicos do Instituto Cardiovascular Zena and Michael A. Weimer do Mount Sinai Heart na Escola de Medicina Icahn at Mount Sinai e uma das autoras principais deste estudo.


“Devemos trabalhar de forma a identificar esses pacientes numa fase precoce e prevenir que a sua doença progrida”, afirma Usman Baber, docente de Cardiologia na Escola de Medicina Icahn at Mount Sinai e também coautor do estudo.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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