Exame simples e não invasivo poderá detectar síndrome de Down

Estudo da Maastricht University Medical Centre

02 julho 2010
  |  Partilhar:

Investigadores holandeses acreditam que estão na iminência de desenvolver um exame de sangue pré-natal que será capaz de detectar anomalias cromossómicas no feto, como as encontradas na síndrome de Down.

 

Actualmente, a única forma de detectar este tipo de anomalias fetais é através da amniocentese ou da biopsia do vilo coriónico, procedimentos invasivos a que está associado o risco de aborto.

 

Para o estudo, que se iniciou em 2009 e continuará até 2012, os investigadores da Maastricht University Medical Centre, na Holanda, recrutaram voluntárias para constituírem grupos com diferentes características: mulheres que tinham interrompido a gravidez entre décima quarta e vigésima segunda semanas de gestação devido a anomalias cromossómicas do feto detectadas por diagnóstico pré-natal invasivo; mulheres que tinham sido submetidas a rastreio pré-natal não invasivo; mulheres submetidas a diagnóstico pré-natal invasivo por terem, no mínimo, 36 anos; e mulheres que não estavam grávidas para fazerem parte do grupo de controlo.

 

Neste novo teste, os investigadores utilizaram sondas que se ligam a locais específicos do cromossoma para detectar o ADN do feto nas amostras de sangue colhidas a todas as participantes. Este teste, Multiplex Ligation-dependent Probe Amplification (MLPA), que poderá ser utilizado a partir da sexta-oitava semana de gravidez, faz parte de um kit já existente para detectar anomalias cromossómicas em amostras do líquido amniótico das mulheres grávidas. O kit é barato e rápido, produzindo os resultados dentro de 24-62 horas, mas, até agora, só tinha sido utilizado em amostras colhidas através dos procedimentos invasivos, não se sabendo se ele funcionaria no ADN fetal presente no sangue das mulheres grávidas.

 

Uma das investigadoras, Suzanna Frints, revelou que, “apesar de ainda ser necessário testar e refinar a técnica, os resultados obtidos até agora são muito promissores. Quando conseguirmos desenvolver este procedimento para ser utilizado no sangue materno, poderemos oferecer uma forma segura, rápida, barata e fiável e não invasiva de detectar anomalias cromossómicas fetais."

 

Os investigadores esperam que o teste fique disponível dentro de dois a cinco anos.
 

 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.