Exame imagiológico prevê risco de enfarte agudo do miocárdio

Estudo publicado na revista “The Lancet”

14 novembro 2013
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Os pacientes que se encontram em risco elevado de sofrer um enfarte agudo do miocárdio podem ser identificados através de uma técnica imagiológica, dá conta um estudo publicado na revista “The Lancet”.
 

De acordo com os investigadores da Universidade de Edinburgh, no Reino Unido, o teste que utiliza a tomografia por emissão de positrões (PET) e computorizada é capaz de indicar a presença de placas de gordura nas artérias que estão em perigo de rutura. Este é um processo que pode causar o aparecimento de um enfarte agudo do miocárdio.
 

De forma a chegarem a estas conclusões, os investigadores, liderados por Marc Dweck, contaram com a participação de 80 pacientes, 40 dos quais tinham sofrido recentemente um enfarte agudo do miocárdio e 40 tinham angina.
 

Os investigadores verificaram que as imagens obtidas através do PET-CT de 90% dos pacientes que tinham sofrido um enfarte agudo do miocárdio continham uma área de cor amarela num dos vasos sanguíneos. Esta área correspondia à localização exata da placa responsável pelo enfarte agudo do miocárdio dos pacientes.
 

Através deste procedimento, foi também possível detetar a presença destas placas de gordura em cerca de 40% dos pacientes com angina. Adicionalmente, os investigadores encontraram nestes pacientes, características de elevado risco, sugestivas de um enfarte agudo iminente e necessidade de tratamento agressivo ou ainda de cirurgia.
 

“Desenvolvemos um método para evidenciar as placas em risco de rutura e responsáveis pelo enfarte agudo do miocárdio. Se soubermos quão perto um indivíduo está de sofrer um enfarte agudo do miocárdio, poderíamos avançar para toma de medicação ou realização de cirurgia antes do danos ocorrerem”, revelou, em comunicado de imprensa, Marc Dweck.
 

De acordo com os investigadores, o próximo passo envolve a confirmação dos resultados e determinação se esta técnica pode melhorar o controlo e o tratamento dos pacientes com doença arterial coronária.
 

“A identificação das placas de gordura responsáveis pelo enfarte agudo do miocárdio é algo que os testes cardíacos convencionais não são capazes de fazer. Este estudo sugere que o PET-CT pode identificar a “bomba relógio” presente nos pacientes que estão em risco de sofrer um enfarte agudo do miocárdio”, concluem os investigadores.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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