Exame de sangue pode despistar enfarte do miocárdio

Estudo publicado no “Journal of Molecular and Cellular Cardiology”

26 setembro 2011
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Cientistas da Loyola University Chicago Stritch School of Medicine, EUA, desenvolveram um exame de sangue que pode ajudar a diagnosticar o enfarte do miocárdio. O estudo foi publicado no “Journal of Molecular and Cellular Cardiology”.

 

Trata-se, segundo os cientistas, de uma grande proteína denominada proteína C ligante da miosina cardíaca (cMyBP-C) que é libertada no sangue após um enfarte do miocárdio.
"Estes dados têm potencial para se tornarem a base para um novo teste, utilizado em conjunto com outros exames de sangue para ajudar a diagnosticar enfartes do miocárdio.Este é o começo. Mas muitos estudos adicionais serão necessários para estabelecer a cMyBP-C como um biomarcador válido para os enfartes do miocárdio", disse o líder da investigação, Sakthivel Sadayappan.

 

Entre 60% e 70% de todos os pacientes que se queixam de dor no peito não têm enfartes do miocárdio. Muitos destes pacientes são admitidos no hospital, por um tempo e custos consideráveis, até que a hipótese de enfarte do miocárdio seja definitivamente afastada.

 

Um electrocardiograma pode diagnosticar os enfartes do miocárdio maiores, mas não os menores. Existem também exames de sangue para várias proteínas associadas com os enfartes do miocárdio. Mas a maioria destas proteínas não são específicas para o coração. Os níveis elevados podem indicar um problema diferente de um enfarte do miocárdio, como uma lesão muscular.

 

Apenas uma proteína, agora utilizada em exames de sangue, chamada troponina-I, é específica para o coração. Mas é necessário, pelo menos, quatro a seis horas para que esta proteína seja identificada no sangue após um enfarte do miocárdio. Assim, os cientistas procuram uma proteína de enfarte do miocárdio específica para o coração, que seja rapidamente detectável.

 

O estudo da Loyola é o primeiro a verificar que a cMyBP-C está associada ao enfarte do miocárdio. A proteína é específica do coração e pode ser facilmente detectável num exame de sangue devido ao seu grande tamanho molecular e à sua concentração relativamente elevada no sangue.

 

No estudo, os cientistas avaliaram amostras de sangue de pacientes com enfarte do miocárdio. Também analisaram ratinhos que tinham sofrido enfartes do miocárdio. Verificaram que em humanos e ratos, a cMyBP-C aumentou significativamente após os enfartes do miocárdio.

 

Segundo explicou o líder da investigação em comunicado, a cMyBP-C é uma proteína grande que estabiliza a estrutura muscular cardíaca e que regula a função cardíaca. Durante um enfarte do miocárdio, uma artéria coronária está obstruída, e as células do músculo cardíaco começam a morrer devido à falta de fluxo sanguíneo e de oxigénio. Como as células do coração morrem, a cMyPB-C parte-se em fragmentos e é libertada no sangue.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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