Exame de rastreio ao cancro da próstata não é útil

Estudo publicado no "British Medical Journal"

29 setembro 2009
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O rastreio ao cancro da próstata através do exame sanguíneo comum não é útil, revela um estudo publicado no “British Medical Journal”.

 

Para este estudo, os investigadores do International Agency for Research on Cancer, em Lyon, França, contaram com a participação de 500 homens que sofriam de cancro da próstata e de mil homens saudáveis.

 

Os investigadores constataram que a análise comum ao antigénio específico da próstata (PSA) não distinguia entre os cancros de crescimento lento, pouco ameaçadores, e os graves e mortais. No entanto, os investigadores verificaram que níveis baixos de PSA, menos de 1.0 nanogramas por ml de sangue, eliminava a hipótese de existência de cancro da próstata.

 

De acordo com os autores do estudo, é necessário desenvolver um meio de diagnóstico mais útil, por forma a distinguir entre os tumores de crescimento lento e os letais. A criação deste novo meio de diagnóstico seria também importante para combater os danos psicológicos, o excesso de exames de diagnóstico e o tratamento exagerado decorrente dos resultados falso-positivos do exame ao PSA.

 

Antes de serem submetidos ao rastreio do cancro da próstata através da análise ao PSA, os homens deveriam ser informados dos benefícios, dos danos e da incerteza associada ao resultado deste teste, acrescentam os investigadores.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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