Exame cerebral revela mentiras

Cientistas desenvolvem nova «máquina da verdade»

13 novembro 2001
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Cientistas desenvolvem nova «máquina da verdade»
 

Os mentirosos podem mesmo ter os dias contados. Cientistas americanos afirmam ser possível descobrir se uma pessoa está a mentir por meio de um exame de ressonância magnética ao cérebro.
 

 

Investigadores da Universidade da Pensilvânia observaram as variações na actividade cerebral de um grupo de 18 voluntários durante um jogo de cartas.
 

 

De acordo com os cientistas, a cada vez que os jogadores tentavam enganar os restantes elementos, a ressonância magnética revelava um padrão peculiar de actividade cerebral.
 

 

Uso policial?
 

 

Deste modo, fica cada vez mais difícil «pregar» uma mentirinha, nem que seja inofensiva. Mas se este método não é aconselhado para o uso quotidiano, para a polícia este poderá revelar-se de extrema importância para a investigação criminal.
 

 

Para conseguir saber se o suspeito número um cometeu, de facto, o crime, actualmente a polícia usa outros métodos, tais como detectores de mentira disponíveis que avaliam a variação dos batimentos cardíacos, da pressão sanguínea e de outras reacções
 

 

Apesar de ser necessário muita investigação, este é, segundo a opinião dos cientistas que o desenvolvera, um método superior. Mas ressalvam, no entanto, ser necessário muita investigação para que se possa utilizar com a máxima segurança e fiabilidade.
 

 

«O cérebro funciona de maneira diferente quando uma pessoa mente ou diz a verdade», afirma Daniel Langleben, um dos autores da investigação, acrescentando, no entanto, estar « muito cauteloso antes de afirmar que essa técnica já pode ser, ou que poderá ser, usada na investigação criminal.»
 

 

Jogo da verdade
 

 

Durante os testes, cada um dos voluntários recebeu uma carta – um cinco de paus. Em seguida, os investigadores mostraram as cartas do baralho aos voluntários, que receberam a ordem para não dizerem que tinham consigo o cinco de paus quando a carta lhes era mostrada.
 

 

A análise dos cientistas não engana ninguém. As partes do cérebro que são consideradas importantes para que as pessoas mantenham a atenção em alguma coisa ficaram activas cada vez que um voluntário dizia não ter o cinco de paus. Também foram observadas variações em regiões do cérebro que são activadas quando se cometem erros.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI - Médicos Na Internet
 

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