Exame ajuda a decidir sobre tratamento a doentes em coma

Estudo publicado na “New Scientist”

26 junho 2008
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Cientistas da Universidade de Liège, na Bélgica, anunciaram ter identificado uma parte do cérebro que pode continuar activa até em casos de danos cerebrais mais graves. O estudo foi apresentado na reunião anual da European Neurological Society, em Nice, França, e publicado na revista “New Scientist”.
 

 

De acordo com a equipa de cientistas do Coma Science Group no Cyclotron Research Center, foi identificado através de exames de ressonância magnética funcional que o nível de actividade numa "rede alternativa" - uma série de regiões específicas ligadas ao córtex cerebral - parece estar relacionado com o nível de consciência do paciente.
 

Segundo o estudo, a actividade dessa região pode oferecer pistas quanto às probabilidades de recuperação dos pacientes em coma.
 

 

A equipa liderada pelo médico Steven Laureys analisou o cérebro de 13 pacientes com danos cerebrais com diferentes níveis de consciência, medindo a actividade destas "redes alternativas". O estudo revelou que a actividade desta rede variava proporcionalmente à quantidade de danos no cérebro do paciente: doentes que apresentavam um mínimo de consciência tinham uma redução de 10% na actividade da rede, em comparação com pessoas saudáveis; também foi registada uma redução de 35% da actividade em pacientes em estado vegetativo persistente; e em pacientes com morte cerebral não foi registada qualquer actividade na "rede alternativa".
 

 

Laureys concluiu que um exame ao cérebro para detectar a actividade nesta "rede alternativa" pode funcionar como um "medidor de consciência". "E pode transformar-se numa forma de diagnosticar a consciência residual em pacientes com danos cerebrais", explicou o cientista, acrescentando que o exame poderia afectar de forma dramática o destino destes pacientes, ajudando por exemplo a determinar como devem ser tratados com medicamentos ou terapia e, em alguns casos, se devem ser mantidos vivos.
 

 

Enquanto alguns pacientes são diagnosticados com morte cerebral, sem apresentarem nenhum sinal de actividade cerebral, pode ser difícil fazer um diagnóstico exacto quando o paciente tem um alto nível de actividade cerebral, mas ainda está inconsciente.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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