Ex-militares deficientes ainda têm dificuldades de adaptação à doença

Estudo do Instituto Superior de Psicologia Aplicada

31 maio 2010
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Quarenta anos após o fim da Guerra Colonial, os militares deficientes continuam a ter dificuldade em adaptar-se à sua condição, revela um estudo coordenado pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA) em conjunto com a Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA).

 

O estudo, que abrangeu 3.600 pessoas e foi liderado por Arménio Sequeira, teve por base a análise do estado de inclusão dos deficientes militares. De acordo com o docente, citado pela agência Lusa, “43% das pessoas afirmam que ainda sentem dificuldade na sua adaptação à deficiência” e, em termos de autonomia, 220 inquiridos sentem-se “muito dependentes”.

 

As dificuldades de adaptação foram indicadas “quer pelos próprios associados da ADFA, quer pelos familiares que com eles lidam mais directamente, que são geralmente as esposas”, disse Arménio Sequeira, sublinhando o facto de as mulheres “cujos maridos têm incapacidade entre 91 e 100% dizerem ter, elas mesmas, necessidade de reabilitação”.

 

A investigação, que envolveu cem investigadores, refere ainda que “estas pessoas - que necessitam de bastante apoio do ponto de vista médico - estão, muitas delas, a 200 quilómetros do hospital militar e precisam de até 8 horas para ali se deslocarem e de 2 a 4 horas para chegarem ao hospital civil mais próximo, pois o país é muito desigual em termos de transportes”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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