Eutanásia aplicada a mais de três mil pessoas em 2004 no Reino Unido

Estudo publicado na revista especializada Palliative Medicine

06 junho 2006
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Cerca de três mil doentes foram ilegalmente ajudados a morrer na Grã-Bretanha em 2004, segundo um estudo que afirma ser o primeiro feito no país sobre a eutanásia.
 

 

O estudo, publicado na revista especializada Palliative Medicine, indica que dos 585 mil mortos registados na Grã-Bretanha naquele ano (2.865 óbitos), ou seja 0,5%, referem-se a casos em que os doentes foram auxiliados pelos médicos a morrer.
 

 

Estes números, que representam uma média de oito casos por dia, foram obtidos num inquérito confidencial realizado junto de médicos pelo professor Clive Seale, da Brunel University, do oeste de Inglaterra.
 

Segundo aquela publicação, 857 médicos de clínica geral e especialistas aceitaram preencher o questionário, mantendo o anonimato. O estudo indica que em 936 casos, 0,16% do total, se tratou de eutanásia voluntária, enquanto 1.929 (0,33%) foram resultado de eutanásia sem pedido explícito do doente. Segundo Clive Seale, estes últimos casos referem-se a doentes que tinham anteriormente manifestado o desejo de serem ajudados a morrer mas que na fase terminal da doença não estavam em condições de pedir a eutanásia, prática ilegal na Grã-Bretanha.
 

 

Fontes: Lusa e Imprensa Internacional
 

MNI- Médicos na Internet
 

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