Europacolon contesta rastreio proposto pela DGS

Rastreio é considerado enganador e ineficaz

21 maio 2014
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A Associação de Luta Contra o Cancro do Intestino, a Europacolon contestou o tipo de rastreio à doença proposto pela Direção-Geral da Saúde, considerando-o ineficaz, inadequado e “enganador” para a população.
 

“O rastreio oportunístico proposto já existia e era ineficaz. Parece-nos redutor e enganador que se continue a deixar na dependência da boa vontade dos médicos dos cuidados de saúde primários o convite não organizado a que os doentes, que vão à consulta por outra razão, façam o rastreio”, revelou à agência Lusa o presidente da Europacolon, Vítor Neves.
 

De acordo com o responsável é“ demasiado cruel”, que não se faça em Portugal um rastreio organizado de base populacional para o cancro do intestino, à semelhança dos tumores da mama ou do colo do útero.
 

Vítor Neves lembrou que o cancro do intestino mata em Portugal quase quatro mil pessoas por ano, ao mesmo tempo que surgem oito mil novos casos.
 

“Isto é os portugueses a continuarem enganados. Fala-se em rastreio, mas não é rastreio nenhum", disse o presidente da Europacolon, referindo-se a uma norma da Direção-Geral da Saúde publicada no final de março.
 

“É uma mortalidade avassaladora, uma questão de saúde pública que está a ser insistentemente ignorada pelo ministro da Saúde. Em 2014 morreram quase quatro mil pessoas por ano por uma doença que é rastreável, já chega, já chega”, refere o presidente Europacolon.
 

A associação defende um rastreio organizado, em que os centros de saúde convocam especificamente os utentes numa determinada faixa etária para realizarem, anualmente, o exame ao sangue oculto nas fezes. Em caso positivo, esses doentes devem fazer colonoscopia de forma imediata.
Caso não seja possível avançar com rastreio de base populacional ao mesmo tempo a nível nacional, o investigador Manuel Sobrinho Simões, que pertence aos órgãos sociais da associação, defende que seja aplicado de forma faseada, segundo uma nota da Europacolon.
 

O presidente da Europacolon acrescenta ainda que a criação de um rastreio de base populacional não vai pesar no orçamento do país, até porque, ao detetar casos de cancro mais cedo, pode gerar-se uma “poupança de milhões” em tratamentos antecipados de doentes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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