Europacolon apela ao rastreio do cancro do intestino

Onze pessoas morrem por dia devido à doença

02 março 2016
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A Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo apelou à promoção de um rastreio ao cancro do intestino, como existe para outros tumores, para evitar que 11 pessoas morram por dia em Portugal devido à doença.
 
Há vários anos que a Europacolon Portugal tem vindo a alertar para a necessidade da realização de um rastreio organizado de base populacional no Serviço Nacional de Saúde, à semelhança do que acontece para os cancros da mama e do colo do útero, referiu à agência Lusa o presidente da associação no âmbito do Mês Europeu de Luta Contra o Cancro do Intestino.
 
Anualmente surgem mais de sete mil novos doentes e morrem 11 pessoas por dia em Portugal, mortes que podiam ser evitadas se a doença fosse detetada e tratada precocemente, referiu Vítor Neves.
 
“Se tivéssemos um rastreio de base populacional – somos dos poucos países da Europa onde esse rastreio não existe – e se estivéssemos interessados em desenvolver atitudes preventivas e diagnósticos precoces, mais de dois terços destes doentes” poderiam ser tratados e curados, acrescentou.
 
Vítor Neves apelou ao ministro da Saúde que dê atenção a esta matéria, esperando que 2016 "seja finalmente o ano” em que Portugal vai ter este rastreio, que, afirma, terá ganhos para o Serviço Nacional de Saúde.
 
De acordo com o responsável, o dinheiro a aplicar na prevenção, através do rastreio, “é muito baixo” relativamente ao que se investe no tratamento e na estabilização dos doentes avançados.
 
São gastos com “cirurgias, radioterapia, quimioterapia, tratamentos inovadores, custos sociais, já para não falar” na morte de 11 pessoas por dia, “um drama social que urge acabar no nosso país”, defendeu.
 
Enquanto o rastreio não avança, o presidente da Europacolon Portugal aconselha as pessoas com mais de 50 anos, as pessoas cujos pais tenham tido esta doença ou apresentem sintomas, como perda de sangue nas fezes, cansaço, emagrecimento, alteração dos hábitos intestinais ou dores abdominais, a irem ao médico de família e fazerem o despiste do cancro do intestino. 
 
Dados recentes do Registo Oncológico Nacional referem que o cancro do intestino é o que tem vindo a aumentar mais na população portuguesa devido, sobretudo, ao estilo de vida. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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