Euro – a moeda unificadora de doenças?

Virologista italiano alerta para os riscos

10 janeiro 2002
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A introdução da nova moeda europeia vem facilitar as trocas comerciais e a economia dos doze países que adoptaram a moeda única europeia. Mas não só – a circulação de uma moeda única entre os países aderentes também pode constituir um óptimo veículo de transmissão de agentes patogénicos.
 

 

De acordo com Fabrizio Pregliasco, virologista do Instituto de Virologia da Universidade de Milão (Itália), os doze países que abandonaram as suas moedas nacionais no primeiro dia deste ano em prol da nova moeda unificadora da economia europeia, podem estar, a partir de agora, expostos a verdadeiras euro-infecções. Isto porque a circulação de notas e moedas comuns à zona do euro aumenta largamente as possibilidades de circulação de microorganismos patogénicos por milhões de europeus.
 

 

Numa entrevista à agência Reuters, Pregliasco alerta que «apesar das hipóteses duma epidemia alargada a toda a Europa serem remotas, devem ser tomadas em consideração.»
 

 

Não é novidade nenhuma para os epidemiologistas que as moedas e as notas podem acumular uma grande variedade de vírus, bactérias, esporos de fungos, etc., que são transmitidos quando o dinheiro circula de mão em mão. Portanto, teoricamente, qualquer moeda pode ser o veículo de disseminação de doenças.
 

 

A circulação do euro, em especial, acarreta um risco sem igual já que a nova moeda vai circular livremente entre 300 milhões de pessoas que vivem em condições epidemiológicas que variam desde o clima temperado das Ilhas Canárias até à tundra finlandesa com o seu clima polar.
 

 

Para este virologista, o principal problema reside «na transmissão de infecções gastrointestinais, como a Salmonella», afirmou.
 

 

As moedas, em particular, são o melhor veículo de disseminação de infecções – os relevos e os sulcos são locais de acumulação de lixo, o que torna os nossos trocos em ambientes óptimos para o crescimento fúngico, bacteriano e vírico.
 

 

As pessoas que devem guardar maiores cuidados são as pessoas que trabalham ao balcão, como no atendimento público nos bancos e nos correios e os vendedores de lojas. A actividade diária destas pessoas implica o contacto directo com o dinheiro e, portanto, o risco aumenta significativamente para estas pessoas.
 

 

A melhor forma de reduzir os riscos das infecções transmitidas pelo dinheiro é lavar frequentemente as mãos – dessa forma a possibilidade de disseminação de agentes patogénicos diminui e a protecção contra uma possível infecção aumenta.
 

 

”Euroalergia” em Espanha
 

 

Além dos problemas que o euro pode vir a causar, a circulação da nova moeda única já provocou em Espanha alguns casos de alergia. Segundo declarações à TSF, Alvaro Cadahia, chefe de alergologia do hospital de Vale de Hebron, Barcelona, referiu que cerca de 20 pessoas receberam assistência hospitalar, alegando que o euro lhes desperta alergias de uma forma descontrolada.
 

 

O responsável diz que a maioria das pessoas lesadas tem problemas de pele, alegadamente, provocados pelo contacto com o níquel de que são feitas as moedas de um, dois e cinco cêntimos. «Desde que saíram as novas moedas em euros que muitas pessoas que tinham uma alergia controlada se sentem incomodadas e queixam-se de que os sintomas são agora mais fortes do que anteriormente», acrescentou o especialista.
 

 

Para Alvaro Cadahia esta situação é pouco provável que se trate apenas de uma coincidência, dado que existem muitas pessoas com os mesmos sintomas, numa altura em que se entrou em contacto com uma substância nova.
 

 

Para que ocorra uma diminuição dos casos de alergia, o responsável aconselha os mais sensíveis ao níquel a evitar, o mais possível, o contacto com estas moedas.
 

 

 

Joaquina Pereira
 

MNI – Médicos Na Internet

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