EUA: Tabaqueira desvirtuou dados de um estudo

Philip Morris tentou esconder ligação entre fumo e morte de bebés

10 março 2005
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A tabaqueira norte-americana Philip Morris tentou esconder as provas que mostram a existência de ligações directas entre o fumo do tabaco e a síndrome da morte súbita nos bebés.
 

 

Uma investigação, feita por cientistas da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) e pelos Centros para o Controlo das Doenças (CDC), dá novas pistas sobre as tentativas da indústria do tabaco de levantar dúvidas em torno dos efeitos prejudiciais do fumo.
 

 

O trabalho, publicado na revista especializada «Pediatrics» afirma que a tabaqueira contratou um especialista para que escrevesse um artigo em que ilibaria os efeitos do tabaco na morte súbita de bebés.
 

 

Quando o investigador concluiu que efectivamente o fumo do cigarro tem relação com a síndrome, a Philip Morris convenceu o autor a modificar as suas conclusões originais, de modo a levantar dúvidas.
 

 

Publicado em 2001 num conceituado jornal médico, o artigo em questão foi citado pelo menos 19 vezes em outros jornais científicos, o que significa que os especialistas o levaram a sério, servindo para despistar médicos e departamentos de saúde pública.
 

 

Para Stanton Glantz, director da análise publicada agora na «Pediatrics», as tabaqueiras «seguem a estratégia de exercer uma subtil, mas importante, influência nas investigações científicas».
 

 

A polémica sobre a hipótese de as tabaqueiras estarem a mentir ou não sobre as consequências do consumo de cigarros é foco da disputa judicial entre as empresas de tabaco e o governo americano. Além de pôr o dedo na ferida no que diz respeito ao tabaco, o estudo da UCSF também lamenta a inconsistência dos jornais médicos e científicos no que se refere a conflitos de interesses.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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